<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Projetor</title>
	<atom:link href="http://projetor.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://projetor.wordpress.com</link>
	<description>Críticas de Cinema</description>
	<lastBuildDate>Tue, 03 Jan 2012 14:16:51 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='projetor.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://0.gravatar.com/blavatar/cb2546c6ea29f133fb435a7e1a04005a?s=96&#038;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title>Projetor</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://projetor.wordpress.com/osd.xml" title="Projetor" />
	<atom:link rel='hub' href='http://projetor.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>A Árvore da Vida + Melancolia</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/08/31/a-arvore-da-vida-melancolia/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/08/31/a-arvore-da-vida-melancolia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 16:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[10]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[a árvore da vida]]></category>
		<category><![CDATA[brad pitt]]></category>
		<category><![CDATA[contardo calligaris]]></category>
		<category><![CDATA[kirsten dunst]]></category>
		<category><![CDATA[lars von trier]]></category>
		<category><![CDATA[melancolia]]></category>
		<category><![CDATA[terrence malick]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=849</guid>
		<description><![CDATA[Sobre palavras não ditas e o poder do toque Há quem ame, há quem odeie: A Árvore da Vida dividiu opiniões. Seus defensores dizem que é a obra-prima do diretor Terrence Malick. Quem a condena diz ter sido superestimada pela crítica. Alguns chamam de apanhado de imagens a la National Geographic e Contardo Calligaris, colunista [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=849&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sobre palavras não ditas e o poder do toque</strong></p>
<p>Há quem ame, há quem odeie: <em>A Árvore da Vida</em> dividiu opiniões. Seus defensores dizem que é a obra-prima do diretor <strong>Terrence Malick</strong>. Quem a condena diz ter sido superestimada pela crítica. Alguns chamam de apanhado de imagens a la <strong>National Geographic</strong> e<strong> Contardo Calligaris</strong>, colunista da <strong>Folha</strong>, <a href="http://avaranda.blogspot.com/2011/08/contardo-calligaris-arvore-da-vida-e.html">cunhou</a> os questionamentos que o filme levanta como “adolescentes”. Também há quem ame ou odeie o cineasta <strong>Lars Von Trier</strong>, especialmente após o lamentável episódio do <strong>Festival de Cannes</strong> – que fique claro que as declarações foram infelizes, mas mais ainda foi a repercussão que a mídia internacional deu ao fato, acarretando em sua <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,cannes-expulsa-lars-von-trier-por-declaracoes-sobre-hitler,721422,0.htm">expulsão</a> permanente do festival.</p>
<p>Obviamente, esta análise não discutirá as polêmicas envolvendo Von Trier. Não restam dúvidas, contudo, que sendo ele pró-Hitler ou não (o que sinceramente não me interessa aqui), seu último filme, <strong>Melancolia</strong>, teve efeito contrário: aclamado por público e crítica, o longa rendeu a Palma de Ouro à atriz <strong>Kirsten Dunst</strong>, sobre quem recaiu o maior facho de luz na produção. Tanto o primeiro quanto o segundo são filmes densos, repletos de explanações sobre a vida e como conduzimos nossos desejos e desesperanças.</p>
<p><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/tree-of-life-3.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-851" title="tree-of-life-3" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/tree-of-life-3.png?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a>Não sou religiosa. Não acredito em Deus. Tampouco sei se Malick acredita, mas ele certamente toca em um ponto comum a toda a humanidade: a insignificância da nossa existência. Evocando a religiosidade a partir de uma família católica do Texas, Malick permeia a narrativa com passagens que, ao contrário do que podem pensar à primeira vista, não evocam Deus, mas questionam sua passividade perante às desgraças rotineiras que nos acometem o tempo todo. A inexorabilidade da morte é a maior delas. Nesse sentido, <em>A Árvore da Vida</em> é mais do que apenas belo; é a história da própria complexidade humana e, ao mesmo tempo, de como nossos dilemas e preocupações cotidianos são banais perante à força inerente do Universo.</p>
<p>Olhar para a própria pequenez não é um exercício que as pessoas geralmente gostam de ou costumam fazer. Talvez falte paciência para enxergar que não se trata de Deus ou do cristianismo místico, mas justamente da falta dele. Por mais que os personagens sejam extremamente crentes nas forças de uma divindade, Malick faz questão de trazer essas convicções por terra quando deixa o jovem irmão de Jack morrer enquanto ele, sendo “mau” como o pai, sobrevive para uma vida de sucesso. A família é apenas o ponto de partida microscópico para abordar a completude de coisas muito maiores. E a discussão é feita a partir de um fato irremediável, para então expandir a compreensão que temos sobre tudo que nos cerca.</p>
<p>Senti-me particularmente tocada pela beleza e poesia com que Malick construiu sua narrativa. E o momento-chave, que traz à tona alguns dos sentimentos mais profundos e indizíveis, foi justamente aquele em que, apenas por meio do toque, os personagens expressam amor e ódio. A pureza com que o cineasta mostra a relação de dois jovens irmãos com apenas um gesto, ou a dubiedade da relação pela qual pai e filho demonstram afeto e aversão, são de uma sensibilidade ímpar.</p>
<p>Acredito, afinal, que este seja o mote principal da reflexão que o longa nos impõe: a maneira como um gesto físico, o toque de uma mão áspera ou gentil, pode ter tantos reflexos em nossas personalidades. E Malick indica a melancolia pela qual o amor se manifesta em diversos momentos – nos questionamentos de Jack acerca da família, em especial a mãe, o diretor novamente mostra sentimentos viscerais e anteriores à nossa própria compreensão: “Você falou comigo antes de eu saber que a amava”, “quando foi que tocou meu coração pela primeira vez?”, “vocês estão sempre lutando dentro de mim.” É compreensível, portanto, que o filme não tenha agradado a todos, uma vez que o toque pode significar o mundo para uns e nada para outros.</p>
<p>Ao mesmo tempo semelhante e radicalmente oposta é a forma como Von Trier explora o toque em <em>Melancolia</em>. Quando um planeta vem de encontro à Terra para destruí-la, há apenas duas formas de encarar o fim: aceitando-o passivamente (racional) ou lutando contra ele (emocional). Ao fim nenhuma vence, já que obviamente a morte é o que sobrevive. Mesmo diante desta certeza, Von Trier traça dois caminhos distintos que ao final se encontram e se redimem por meio do toque. Enquanto Justine sofre com a agonia de ter de confrontar a vida da qual não quer participar, sua irmã Claire serve como apoio, tendo que agir e praticamente pensar em seu lugar.</p>
<p><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/kirsten-dunst-naked.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-850" title="kirsten-dunst-naked" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/kirsten-dunst-naked.jpg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a>Quanto mais o fim se aproxima – de maneira extraordinariamente melancólica, por que não? -, mais os papéis se invertem. É Claire quem passa a buscar apoio e conforto nos braços da irmã que, já conformada, se entrega ao inevitável. Revezando os papéis de condutoras conforme o planeta se distancia e se reaproxima para o fim definitivo, ambas se suportam através de toques que valem mais do que palavras de conforto.</p>
<p>Embora falando de naturezas tão diferentes quanto as que esses gestos representam em cada filme, ambos podem ser vistos como um último esforço de apego antes do fim (do mundo físico ou de nossos entes queridos). O elo é sutil mas inegável. Tratando da mesma temática sob diferentes pontos de vista, ambos se complementam de maneira harmônica, como se proposital. Ao passo que <em>A Árvore da Vida</em> versa sobre a plenitude (ainda que sob o viés da morte), <em>Melancolia</em> lida com a finitude, formando um círculo perfeito da existência humana. E se o primeiro aborda o tema de maneira mais abstrata e bruta como a própria natureza, revelando o âmago de nossas incertezas, o segundo aponta questões da sociedade moderna, na qual a depressão é a regra, e o escape, o único remédio.</p>
<p><em>Post original publicado no <a href="http://b33p.com.br/pop/2011/08/a-arvore-da-vida-e-melancolia-sobre-palavras-nao-ditas-e-o-poder-do-toque">b33p</a>.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/849/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/849/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=849&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/08/31/a-arvore-da-vida-melancolia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/tree-of-life-3.png?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">tree-of-life-3</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/kirsten-dunst-naked.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">kirsten-dunst-naked</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Lanterna Verde</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/08/22/lanterna-verde/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/08/22/lanterna-verde/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 14:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[6]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[blake lively]]></category>
		<category><![CDATA[dc comics]]></category>
		<category><![CDATA[geoffrey rush]]></category>
		<category><![CDATA[james newton howared]]></category>
		<category><![CDATA[lanterna verde]]></category>
		<category><![CDATA[mark strong]]></category>
		<category><![CDATA[martin campbell]]></category>
		<category><![CDATA[peter sarsgaard]]></category>
		<category><![CDATA[ryan reynolds]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=843</guid>
		<description><![CDATA[A falha do Lanterna Com roteiro burocrático a história de Hal Jordan é contada de maneira sem graça através da atuação medíocre de Ryan Reynolds NOTA: 6,5 Já é o momento de se dizer que a DC Comics finalmente está pronta para rivalizar com a Marvel nos cinemas: Lanterna Verde é tão ruim quanto Homem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=843&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/green-lantern-ryan-reynolds-fan-poster.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-845" title="green-lantern-ryan-reynolds-fan-poster" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/green-lantern-ryan-reynolds-fan-poster.jpg?w=194&#038;h=300" alt="" width="194" height="300" /></a>A falha do Lanterna</strong></p>
<p><em>Com roteiro burocrático a história de Hal Jordan é contada de maneira sem graça através da atuação medíocre de Ryan Reynolds</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 6,5</p>
<p>Já é o momento de se dizer que a DC Comics finalmente está pronta para rivalizar com a Marvel nos cinemas:<em> Lanterna Verde</em> é tão ruim quanto <em><a href="http://projetor.wordpress.com/2010/07/12/homem-de-ferro-2/">Homem de Ferro 2</a></em> e <em><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/05/04/thor/">Thor</a></em>. Ruim é pouco para dizer o quanto os fãs do guardião esmeralda irão se decepcionar. Não só por terem transformado Hal Jordan em um herói babaca e sem motivações reais, mas por omitirem que a tropa dos Lanternas Verdes é das coisas mais sensacionais que a gigante dos quadrinhos já criou.</p>
<p>Uma narração em off explica o início da Tropa, quando os imortais guardiões que criaram Oa dominaram a energia verde, fizeram aneis que canalizam seu poder e os entregaram aos guardiões de cada setor do universo –, e como Abin Sur, um dos maiores guerreiros do setor 2814, capturou o monstro Parallax confinando-o ao isolamento. O vilão é uma das encarnações mais relevantes da cronologia dos Lanternas, e é retratado no filme como um dos guardiões que absorveu a poderosa energia amarela do medo, a única que a verde não consegue penetrar ou destruir – um conceito resgatado da ingênua Era de Prata nos quadrinhos.</p>
<p>Com um bombardeio de efeitos especiais (alguns não tão bem feitos quanto outros), vemos Parallax alimentando-se do medo de alguns exploradores alienígenas, se libertando e indo atrás de Abin Sur para a vingança. Enquanto isso, o experiente (mas atrapalhado) piloto Hal Jordan acorda com uma mulher desconhecida em sua cama e sai atrasado para um importante teste na Ferris Aeronáutica. A ação frenética migra do embate entre Abin Sur-Parallax e de como a nave do Lanterna vem parar na Terra – enquanto o monstro escapa e vai dominar alguns planetas – às manobras de Jordan, que decide se exibir só para mostrar como é bonzão.</p>
<p>No meio do voo, porém, o piloto (por efeito da altitude) tem visões de seu falecido pai &#8211; cujo avião explodiu em uma situação semelhante &#8211; em <em>flashbacks</em> bastante significativos aos fãs do personagem. Ao contrário do que os quadrinhos mostram, o Hal Jordan do filme é um homem que abusa de frases clichês e de um carisma inexpressivo – graças à inexistência da atuação de <strong>Ryan Reynolds</strong>. A dubiedade de Sinestro aparece de forma bastante convincente na pele de <strong>Mark Strong</strong>, e<strong> Geoffrey Rush</strong> dá uma pontinha de seu talento para Tomar-Re. Nada disso é suficiente, contudo, para salvar a película das cenas sofríveis em que Reynolds e <strong>Peter Sarsgaard</strong> aparecem juntos (este último como o cientista Hector Hammond).</p>
<p>Não farei o vão esforço de citar cena a cena comparando quadrinhos e filme. Só digo que o primeiro terço é aceitável e tem momentos até razoáveis – como o encontro de Hal e Abin Sur, ou a maneira como o próprio cotidiano é imposto. Notem, por exemplo, que Hal liga para o amigo Tom pedindo para ir buscá-lo, o que torna todos os fatos fantásticos mais verossímeis. Em contrapartida quase todas as (raras) cenas boas são esmagadas pela quantidade absurda de diálogos e situações clichês (sim, há falas como “eu não quero que você se machuque” ou “fico feliz que você esteja bem”) e excesso de humor, que acabam se deslocando da trama.</p>
<p>A escolha dos quatro roteiristas de colocar Parallax (e não Atrocitus, por exemplo) como o primeiro vilão a ser enfrentado pelos heróis esmeraldinos é até compreensível, uma vez que Parallax induz mais medo e desafios do que o segundo. Mas a maneira como a última batalha é travada não condiz em absoluto com o significado que o vilão amarelo tem na história de vida de Jordan. E se esse fosse o único problema estaria tudo mais ou menos bem. O roteiro, que é por si só um rebento com má formação, faz questão de colocar o protagonista nas situações mais esdrúxulas possíveis, provando tão somente que ele é um meninão irresponsável e idiota – e não um homem com dúvidas e angústias reais como o personagem dos quadrinhos.</p>
<p>A complexidade de Hal Jordan é tão profunda quanto a de um pires, e o roteiro limita-se a explorar o sofrimento causado pela morte do pai – as relações com a mãe, os irmãos e Carl Ferris são praticamente esquecidas. A vegonha alheia é frequente demais para um filme que deveria elevar os heróis ao mais alto patamar da glória (a cena em que Hal mostra o traje dos Lanternas para Tom, ou o discursinho patético de “somos apenas humanos e sentimos medo yadda yadda yadda” com os guardiões são de querer enfiar a cabeça num buraco e nunca mais tirar). Mesmo com todos os defeitos (que não são poucos), pelo menos é interessante notar que Hal é um herói que apanha: ele se dá bem no final por sua coragem e não pela destreza na luta (o que é, afinal, o mote dos Lanternas Verdes).</p>
<p>O design de produção se sai razoavelmente bem, por exemplo, pela fluidez da cena em que os civis fogem descontroladamente de Parallax quando este chega a Terra. Mas novamente peca na falta de imaginação de todos os poderes que o anel pode dar – é só a arma mais poderosa do mundo, com a qual se pode fazer absolutamente qualquer coisa! Para piorar há até mesmo uma cena de mocinho-donzela (<strong>Blake Lively</strong> méh) em um alaranjado pôr-do-sol, uma coisa meio <strong>Tieta do Agreste</strong> de Hollywood. Deplorável.</p>
<p>A trilha sonora de <strong>James Newton Howard</strong> (responsável por embalar <em>King Kong</em>) é igualmente clichê, sem uma única nota marcante. Até a cena adicional durante os créditos é óbvia já no meio da projeção. Nem mesmo o pesado marketing da Warner foi suficiente para salvar a produção. E quando digo pesado, imaginem que junto com o presskit recebemos uma lista imensa de produtos que serão lançados junto com o filme que, acreditem, tem até pote de cotonete.</p>
<p><em>Lanterna Verde</em> merecia um destino igualmente fantástico como os Batmans comandados por <strong>Christopher Nolan</strong> – estou convencida de que ele deveria se encarregar de todas as próximas produções da editora. Mas é, enfim, um filme tão expressivo para a cinematografia da DC quanto a atuação de seu protagonista.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> Green Lantern<br />
<strong>Direção:</strong> Martin Campbell<br />
<strong>Gênero:</strong> Aventura<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA):</strong> 2011<br />
<strong>Roteiro:</strong> Michael Goldenberg, Marc Guggenheim, Michael Green e Greg Berlanti<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> James Newton Howard<br />
<strong>Fotografia:</strong> Dion Beebe<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 105 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Ryan Reynolds (Hal Jordan), Blake Lively (Carol Ferris), Peter Sarsgaard (Hector Hammond), Mark Strong (Sinestro), Tim Robins (Senador Hammond), Angela Bassett (Dra. Amanda Waller), Temuera Morrison (Abin Sur), Jon Tenney (Martin Jordan), Amy Carlson (Jessica Jordan), Jay O. Sanders (Carl Ferris), Mike Doyle (Jack Jordan), Taika Waititi (Thomas Kalmaku), Geoffrey Rush (voz de Tomar-Re), Clancy Brown (voz de Parallax).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/08/22/lanterna-verde/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lXWBJ-N9WV0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/843/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/843/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=843&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/08/22/lanterna-verde/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/green-lantern-ryan-reynolds-fan-poster.jpg?w=194" medium="image">
			<media:title type="html">green-lantern-ryan-reynolds-fan-poster</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Capitão América</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/08/15/capitao-america/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/08/15/capitao-america/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 21:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[8]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[ayley atwell]]></category>
		<category><![CDATA[capitão américa]]></category>
		<category><![CDATA[chris evans]]></category>
		<category><![CDATA[dominic cooper]]></category>
		<category><![CDATA[hugo weaving]]></category>
		<category><![CDATA[marvel]]></category>
		<category><![CDATA[os vingadores]]></category>
		<category><![CDATA[samuel l. jackson]]></category>
		<category><![CDATA[stanley tucci]]></category>
		<category><![CDATA[the first avenger]]></category>
		<category><![CDATA[tommy lee jones]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=840</guid>
		<description><![CDATA[O primeiro vingador Um pouco melhor do que os anteriores filmes da Marvel, Capitão América é um filme mediano e uma sucessão de clichês de guerra NOTA: 8 Nunca gostei do Capitão América. Sempre pulei suas histórias nos quadrinhos e me interessei quase nada ou pouquíssimo pela trajetória de morte, achado e despertar de Steve [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=840&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/captainamerica_07.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-841" title="captainamerica_07" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/captainamerica_07.jpg?w=219&#038;h=300" alt="" width="219" height="300" /></a>O primeiro vingador</strong></p>
<p><em>Um pouco melhor do que os anteriores filmes da Marvel, Capitão América é um filme mediano e uma sucessão de clichês de guerra</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 8</p>
<p>Nunca gostei do Capitão América. Sempre pulei suas histórias nos quadrinhos e me interessei quase nada ou pouquíssimo pela trajetória de morte, achado e despertar de Steve Rogers. Na minha cabeça o personagem sempre foi uma sombra do Super-Homem (outro para quem nunca dei a mínima). Ambos patriotas ao extremo, símbolos fascistas da nação mais egocêntrica do planeta. As histórias do Capitão eram permeadas de clichês como as do homem de aço. E o novo filme da Marvel está aí para provar que o herói nada mais é do que um objeto (sub)utilizado como propaganda pelo governo norteamericano da Segunda Guerra Mundial até hoje.</p>
<p>O filme conta como Steve Rogers, um franzino e miúdo rapaz do Brooklin, Nova York, tenta repetidas vezes se alistar no exército norte-americano para ajudar o país a combater as “forças do mal” (= nazismo), em 1943. Sua fragilidade física, entretanto, o mantém longe do front de batalha – ao contrário de seu robusto melhor amigo, Bucky Barnes. Com a ajuda do Dr. Abraham Eskirne ele consegue enfim se alistar – somente para ser utilizado como cobaia de um experimento. É de uma sensibilidade imensa enfatizar a enorme cabeça de <strong>Chris Evans</strong> sobre um corpo magricela (por meio de ótimos efeitos visuais), como na cena em que ele aparece treinando com um capacete muito maior do que seu porte permite.</p>
<p>A tal experiência, encabeçada pelo genial Howard Stark, pai do Homem de Ferro -, Rogers se transforma em um supersoldado. E, agora sim, vemos Evans em plena forma física (o que não é de todo ruim, meninas). Usado primariamente como propaganda de guerra pelo governo, Rogers não hesita em usar uma roupa ridícula com a estampa da bandeira dos Estados Unidos para incentivar população e o próprio exército a “fazer o que é certo”. Concordo que este filme do capitão possa soar como mais uma introdução ao longa vindouro, mas há alguns méritos na direção de Joe Johnston que merecem créditos. Por exemplo, o fato de Howard Stark ser muitíssimo parecido com o Tony de <strong>Robert Downey Jr.</strong>, ou o simples fato de seu personagem ter alguma relevância na narrativa, interligando o Universo Marvel de forma integral.</p>
<p>Na vida pré-supersoldado também há referências interessantes sobre a personalidade de Steve Rogers – o fato de duas vezes ter se defendido com “escudos”: um redondo (a tampa de uma lata de lixo) e um improvisado (quando se protege das balas de um bandido). O design de produção é eficaz ao reproduzir o mundo da década de 1940. A fotografia colabora para a ambientação, mais sépia para a cidade e azulada para os campos de batalha e quartel general, indicando o que cada um representa ao próprio personagem.</p>
<p>Confesso que o filme me surpreendeu por captar a essência primordial de Rogers e mais ainda por Evans ter conseguido transpor a melancolia do protagonista à tela – dava tanto crédito ao ator quanto ao personagem que ele interpreta. Ao contrário do inexpressivo <strong>Ryan Reynolds</strong> (o assassino de Hal Jordan), Evans deu ao Capitão América a dimensão de um homem bom e soturno, uma imagem que respeita a memória do personagem nos quadrinhos. Humilde e realista, um herói com bom senso – e, justamente por isso, clichê até o último fio de cabelo (bombas com nomes? Sério?).</p>
<p>Isso só acontece, contudo, à medida em que o próprio personagem simboliza valores que não estão mais em voga, em um mundo que busca cada vez menos aceitar a guerra como justificativa para qualquer violência contra povos de diferentes religiões e ideologias. Ainda hoje os Estados Unidos buscam essa aliança com a população, tentando convencê-la a todo custo de que seus novos heróis, os milhões de soldados que são enviados ao Oriente Próximo, estão lá para defender a causa da nação norteamericana. Mas que causa é essa? Lutar, matar e morrer por uma ideologia e religião que não é a deles? Essa tática foi implantada por <strong>George Bush</strong> pai na década de 90 quando a Guerra do Golfo eclodiu e continuada por Bush filho no início do milênio – mas obviamente já difundida na medíocre mentalidade imperalista ocidental.</p>
<p>Russos, soviéticos, iraquianos, iranianos, palestinos, islamitas. Os vilões mudam, mas a guerra continua, encabeçada pelos países de primeiro mundo que – tal qual as organizações fictícias dos quadrinhos -, pretendem excluir as minorias rebeldes por meio da força. Não compactuo com as ideologias terroristas que hoje dominam o mundo, separatistas ou religiosas, mas não posso deixar de pensar que os heróis da era capitalista estão em franca decadência.</p>
<p>Soa também deslocado, portanto, colocar Johann Schimidt como um oficial nazista rebelde que não gosta da ditadura hitleriana mas age de maneira exatamente igual – dominação do mundo é um clichê de heróis, convenhamos. Como o Caveira Vermelha e líder da Hidra, <strong>Hugo Weaving</strong> pouco pode fazer a não ser forçar um irritante sotaque alemão.Suas motivações são nulas e a relação de Dr. Zola com Schimidt parecem um episódio de <em>Pink &amp; Cérebro</em>.</p>
<p>As boas cenas são imediatamente destruídas por piadinhas fora de contexto. Tenho dois exemplos na manga: 1) quando Steve resgata um pelotão inteiro e volta triunfante ao QG, Peggy Carter (a boa<strong> Hayley Atwell</strong>) arruina o momento soltando um doloroso “você está atrasado”; 2) na cena em que Steve lamenta a morte de um amigo. O modo como o avião cai não explica como o corpo do herói foi congelado – algo que é superficiamente mencionado por Tony Stark ao final do segundo Hulk, e só conhecendo toda a filmografia da Marvel seria possível deduzir isso.</p>
<p>O filme falha, por fim, ao tentar explicar como Rogers ficou 70 anos desacordado e a cena de seu despertar é apenas um gancho para o que está por vir. Variando de cenas medianas a boas, <em>Capitão América</em> ainda é melhor do que <em><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/05/04/thor/">Thor</a></em> ou <em><a href="http://projetor.wordpress.com/2010/07/12/homem-de-ferro-2/">Homem de Ferro 2</a></em> – o que, de certa forma, não deixa de ser um alívio. Essa ideia é imediatamente destruída pelo trailer dos Vingadores ao final dos créditos que infelizmente só reforça como pode dar tudo muito errado ao juntar tantos protagonistas e piadinhas em um só filme.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> Captain America: The First Avenger<br />
<strong>Direção:</strong> Joe Johnston<br />
<strong>Gênero:</strong> Aventura<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA):</strong> 2011<br />
<strong>Roteiro:</strong> Christopher Markus, Stephen McFeely e Joss Whedon<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> Michael Giacchino<br />
<strong>Fotografia:</strong> Shelly Johnson<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 124 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Chris Evans (Steve Rogers/Capitão América), Hugo Weaving (Johan Schmidt/Caveira Vermelha), Tommy Lee Jones (Coronel Chester Phillips), Stanley Tucci (Dr. Abraham Erskine), Dominic Cooper (Howard Stark), Hayley Atwell (Peggy Carter), Richard Armitage (Heinz Kruger), Sebastian Stan (James &#8220;Bucky&#8221; Barnes), Natalie Dormer (Recruta Lorraine), Neal McDonough (Dum Dum Dugan), Toby Jones (Arnim Zola), JJ Feild (Montgomery Falsworth/Union Jack), Anatole Taubman (Roeder), Kenneth Choi (Jim Morita), Christian Black (sargento Buck).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/08/15/capitao-america/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-J3HfllvXWE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/840/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/840/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=840&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/08/15/capitao-america/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/08/captainamerica_07.jpg?w=219" medium="image">
			<media:title type="html">captainamerica_07</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Minhas Tardes com Margueritte</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/07/27/minhas-tardes-com-margueritte/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/07/27/minhas-tardes-com-margueritte/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 15:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[7]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[gérard depardieu]]></category>
		<category><![CDATA[gisèle casadesus]]></category>
		<category><![CDATA[jean becker]]></category>
		<category><![CDATA[jean-loup dabadie]]></category>
		<category><![CDATA[minhas tardes com margueritte]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=836</guid>
		<description><![CDATA[Momentos esquecíveis Produção com Gérard Depardieu agrada as multidões emocionadas mas peca por falta de profundidade e desenvolvimento psicológico NOTA: 7,5 Estou ficando velha. Ou cri-cri. Ou os dois. É inevitável recordar do personagem Anton Ego (do filme Ratatouille) quando saio praticamente impassível de uma sessão de cinema, enquanto os outros espectadores (sem exceções) secam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=836&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/1306286169_minhas_tardes_com_marguerittecartaz.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-837" title="1306286169_minhas_tardes_com_marguerittecartaz" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/1306286169_minhas_tardes_com_marguerittecartaz.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a>Momentos esquecíveis</strong></p>
<p><em>Produção com Gérard Depardieu agrada as multidões emocionadas mas peca por falta de profundidade e desenvolvimento psicológico</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 7,5</p>
<p>Estou ficando velha. Ou cri-cri. Ou os dois. É inevitável recordar do personagem Anton Ego (do filme <em>Ratatouille</em>) quando saio praticamente impassível de uma sessão de cinema, enquanto os outros espectadores (sem exceções) secam as lágrimas com um sorriso melancólico no rosto. Sou eu a insensível, portanto? Porque ao que parece <em>Minhas Tardes com Margueritte</em> afetou a todos, menos a mim. Não que o filme seja ruim. Mas quando procuro um adjetivo para defini-lo só consigo pensar em “bonitinho”. E aí está todo o problema.</p>
<p>Uma produção que só alcance o status de bonitinha não pode estar certa. E ainda que conte com Obelix digo, <strong>Gérard Depardieu</strong>, no elenco, ps personagens se desenvolvem a ponto de formar caricaturas, apenas &#8211; o que em si é até triste, já que a premissa poderia fazer deste o novo Conversando com Mamãe.</p>
<p>Germain Chazes é um homem simples, iletrado e com um coração do tamanho de seu corpanzil. Sua rotina é entediante e seus amigos, como sua mãe, não cansam de tratá-lo como a um imbecil. A única que parece perceber a bondade é a namoradinha Anette (no diminutivo mesmo, pois por mais que aceite a humildade do companheiro, não deixa de se comunicar com ele como se fosse um bebezão). Outra pessoa que percebe de imediato a doçura de Germain é Margueritte, uma senhora de 95 anos solitária que vive em um asilo e tem paixão por bons livros.</p>
<p>Em uma tarde amarelada de sol Germain senta-se ao lado da velhinha e ela, por um impulso maior, começa a ler para ele – que acaba se tornando um excelente ouvinte, a ponto de gostar da leitura e querer fazer o mesmo pela nova amiga, que se tornava cada dia mais cega. Ao mesmo tempo em que vemos a terna relação construída pelos dois personagens, vemos um abobalhado protagonista ser diminuído frequentemente pelos amigos e pela mãe megera.</p>
<p>Ainda que o amor entre Germain e Margueritte tenha surgido de maneira espontânea e fraternal (como uma mãe a um filho), as próprias relações são forçadas – inclusive entre ele e Anette. Depardieu representa bem a estupidez do personagem mas exagera na desconcentração, dando a entender que ele, como ator, estava com a cabeça a quilômetros de distância de onde deveria estar. Assim, quando há uma revelação sobre o passado de Germain deixado por sua mãe – que, lembrem-se, desprezou-o até o literal último suspiro – a situação soa estranha e fora de contexto.</p>
<p>O desfecho encontrado pelos roteiristas<strong> Jean Becker</strong> e <strong>Jean-Loup Dabadie</strong> tampouco satisfaz e aparece como uma versão simplista para colocar Germain e Margueritte novamente em contato um com o outro – atenção, spoiler! -, afinal, o salto para ambos é abrupto demais. Se tratavam com tanta polidez para, de repente, irem morar sob o mesmo teto tal qual “a família que eu nunca tive”? É, realmente uma história de amor sem dizer eu te amo, como bem pontua a narração de Depardieu ao final. Faltou aprofundar esse amor (e os personagens) em situações mais complexas e bem desenvolvidas.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> La Tête en Friche<br />
<strong>Direção:</strong> Jean Becker<br />
<strong>Gênero:</strong> Comédia dramática<br />
<strong>Ano de Lançamento (França):</strong> 2011<br />
<strong>Roteiro:</strong> Jean Becker e Jean-Loup Dabadie, baseados no romance de Marie-Sabine Roger<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> Laurent Voulzy<br />
<strong>Fotografia:</strong> Arthur Cloquet<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 122 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Gérard Depardieu (Germain Chazes), Gisèle Casadesus (Margueritte), Sophie Guillemin (Annette), Maurane (Francine), Patrick Bouchitey (Landremont), Jean-François Stévenin (Jojo), François-Xavier Demaison (Gardini), Matthieu Dahan (Julien), Claire Maurier (mãe), Anne Le Guernec (mãe jovem), Lyès Salem (Youssef), Bruno Ricci (Marco), Gilles Détroit (Dévallée).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/07/27/minhas-tardes-com-margueritte/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1ZoduoIAdJ8/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/836/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/836/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=836&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/07/27/minhas-tardes-com-margueritte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/1306286169_minhas_tardes_com_marguerittecartaz.jpg?w=200" medium="image">
			<media:title type="html">1306286169_minhas_tardes_com_marguerittecartaz</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Harry Potter e as Relíquias da Morte p. 2</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/07/11/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-p-2/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/07/11/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-p-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 15:36:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[9]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[alan rickman]]></category>
		<category><![CDATA[bonnie wright]]></category>
		<category><![CDATA[clémence poésy]]></category>
		<category><![CDATA[daniel radcliffe]]></category>
		<category><![CDATA[david thewlis]]></category>
		<category><![CDATA[david yates]]></category>
		<category><![CDATA[emma watson]]></category>
		<category><![CDATA[evanna lynch]]></category>
		<category><![CDATA[gary oldman]]></category>
		<category><![CDATA[harry potter 7.2]]></category>
		<category><![CDATA[harry potter e as relíquias da morte p. 2]]></category>
		<category><![CDATA[jason isaacs]]></category>
		<category><![CDATA[john hurt]]></category>
		<category><![CDATA[maggie smith]]></category>
		<category><![CDATA[matthew lewis]]></category>
		<category><![CDATA[michael gambon]]></category>
		<category><![CDATA[ralph fiennes]]></category>
		<category><![CDATA[rupert grint]]></category>
		<category><![CDATA[steve kloves]]></category>
		<category><![CDATA[tom felton]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=833</guid>
		<description><![CDATA[O fim de uma era Menos cativante do que a primeira parte, o desfecho da saga de Harry Potter leva fãs às lágrimas e encerra definitivamente as aventuras do jovem bruxo NOTA: 9 Então acabou. Dez longos anos depois, a saga cinematográfica do bruxinho finalmente teve um desfecho, desnecessário dizer, cercado por suspense e intensa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=833&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/poster-harry-potter-e-as-relc3adquias-da-morte-parte-1-2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-834" title="Poster-Harry-Potter-e-as-Relíquias-da-Morte-Parte-1-2" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/poster-harry-potter-e-as-relc3adquias-da-morte-parte-1-2.jpg?w=202&#038;h=300" alt="" width="202" height="300" /></a>O fim de uma era</strong></p>
<p><em>Menos cativante do que a primeira parte, o desfecho da saga de Harry Potter leva fãs às lágrimas e encerra definitivamente as aventuras do jovem bruxo</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 9</p>
<p>Então acabou. Dez longos anos depois, a saga cinematográfica do bruxinho finalmente teve um desfecho, desnecessário dizer, cercado por suspense e intensa exploração midiática. Os fãs de Harry Potter que aguardaram ansiosamente esta última parte de As Relíquias da Morte certamente terão motivos de sobra para chorar do começo ao fim do filme. Afinal, seguindo o ritmo da primeira parte, o roteirista <strong>Steve Kloves</strong> e o diretor<strong> David Yates</strong> transpuseram o livro de<strong> J. K. Rowling</strong> frame a frame.</p>
<p>Está tudo ali? Sim, absolutamente tudo. Diálogos, cenários, personagens, memórias, batalhas, vitórias e mortes, condensadas em 125 minutos de projeção. Se é suficiente? Lamento dizer, mas creio que não. Apesar de ter se saído admiravelmente bem nos <a href="http://projetor.wordpress.com/2009/10/13/harry-potter-e-o-enigma-do-principe/">dois</a> <a href="http://projetor.wordpress.com/2010/11/22/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-p-1/">últimos</a> filmes da franquia (apesar do meio-fracasso de <strong><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/07/04/harry-potter-e-a-ordem-da-fenix/">Harry Potter e a Ordem da Fênix</a></strong>), ambos roteirista e cineasta escorregam ao dar vida à última parte do livro em questão. São erros grotescos e reprováveis? De forma alguma. Pequenos deslizes – que nada têm a ver com a adaptação em si – mas que tiram um pouco do brilho e do fôlego que esse momento final deveria ter.</p>
<p>Encontramos Harry, Hermione e Rony exatamente no mesmo ponto em que os deixamos ano passado: na casa de Gui e Fleur, após terem escapado da mansão dos Malfoy e das garras de Belatriz Lestrange. Convencido de que uma das horcruxes está no cofre de Belatriz em Gringotes, o jovem bruxo pede a ajuda de Grampo, duende que ele ajudou a salvar das mãos de Lorde Voldemort. Com um plano mirabolante de transformar Hermione em Belatriz por meio da poção polissuco (em um momento divertido e bastante inspirado da maravilhosa <strong>Helena Bonham Carter</strong>), os quatro se arriscam para encontrar a taça que pertencera a Helga Hufflepuff. Nem tudo sai como o planejado, e eles acabam encurralados. Para fugir, uma única opção: o dragão que guardava o cofre. Um dragão extremamente convincente, diga-se, de aspecto doentio, mais lembrando uma lagarta cega do que um animal realmente perigoso (o que só aumenta o terror de seu rastro).</p>
<p>Do lombo do animal os garotos se dirigem a Hogwarts, onde certamente poderiam encontrar a Horcrux relacionada à Ravena Ravenclaw. Rapidamente (e no sentido mais literal possível) os três garotos aparatam em Hogsmeade, a vila bruxa, e acionam o alarme que avisaria caso Potter aparecesse por lá. Ajudados por Aberforth Dumbledore, irmão do ex-diretor da escola, eles entram em Hogwarts para encontrar Neville, Luna, Gina e todos os outros membros da AD escondidos e sob a forte pressão do novo diretor, que é ninguém menos do que Severo Snape. A partir do momento em que Harry pisa na escola, é imediatamente avisado que os Comensais da Morte sabem de sua presença e inicia-se, sem mais delongas, a batalha final.</p>
<p>Desde a chegada dos amigos à destruição da taça por Rony e Hermione (e seu tão aguardado primeiro beijo em frente às câmeras); a conversa com o fantasma da Corvinal; a confusão dentro da Sala Precisa e a destruição do diadema-Horcrux até o início do ataque do exército de Voldemort, tudo parece passar como um borrão. A rapidez com que os fatos são contados dá breves tréguas, e a primeira delas é na morte de Snape – certamente uma das cenas mais chocantes desse longa, não só pela morte do personagem em si, mas pela brutalidade com a qual acontece. Não vemos Snape ser atacado diretamente mas, pior do que isso, ouvimos as mordidas da cobra, os gemidos de dor, o corpo batendo contra a parede…</p>
<p>O clímax do personagem, quando Harry vê os segredos tão bem guardados do professor de Poções que ele acreditava odiá-lo, é o momento que levará os fãs às lágrimas compulsivas. Comprovando que <strong>Alan Rickman</strong> é o homem perfeito para viver o professor de Poções, a atuação do veterano é tocante. Mesmo quando sibila as palavras devagar, como se as mastigasse antes de cuspir, o ator demonstra o olhar digno de compaixão. É uma pena notar que outros atores tão bem qualificados quanto Rickman apareçam menos – caso de <strong>Jason Isaacs</strong>, <strong>Maggie Smith</strong>, <strong>Mark Williams</strong>, <strong>David Thewlis</strong> e a própria Bonham Carter.</p>
<p>O roteiro retoma o ritmo alucinado quando Harry decide ir à Floresta Proibida enfrentar Voldemort de uma vez por todas – e faz nova pausa para a conversa entre o garoto e Alvo Dumbledore dentro de sua imaginação, quando estava no limiar entre a vida e a morte. Tudo torna a acontecer em um novo piscar de olhos: a morte de Belatriz pelas mãos da Sra. Weasley (uma cena que não levou mais de 2 minutos); a morte de Nagini pelas mãos de Neville e a morte de metade dos personagens (não precisamos de tanto spoiler assim, certo?) até a cena em que Harry finalmente derrota Voldemort e volta para a escola triunfante, entre seus amigos mortos e feridos.</p>
<p>São momentos memoráveis? Sem dúvida. E emocionantes também. Até os mínimos detalhes foram lembrados. É importante frisar, portanto, que <strong>Harry Potter e as Relíquias da Morte p. 2</strong> será um prato cheio para quem esperou tanto tempo pelo fim. A batalha é tensa, nos deixa pregados na cadeira, as mortes são dolorosas e apresentadas de maneira bonita. A parte técnica é um dos grandes méritos deste longa (ainda mais quando visto em Imax, o que recomendo fortemente). O design de produção é impecável – a Sala Precisa e seus entulhos é um dos cenários mais fascinantes de toda a saga –, a trilha sonora é grandiosa, mas sabe os momentos certos de silêncio, os CGIs são convincentes e bem feitos e o roteiro consegue espaço para inserir algumas linhas de humor. Além, é claro, de sermos agraciados com um Voldemort mais cruel e irascível do que nunca, cujo sorriso sedento é um indício de medo – méritos absolutos do magnífico <strong>Ralph Fiennes</strong>, que coroa a personalidade do vilão de maneira primorosa.</p>
<p>O que aconteceu, então? Bem, em primeiro lugar, acredito que o defeito não esteja no filme, mas no livro. Sim, pois como disse nos parágrafos acima, a produção não esqueceu nada, os diálogos foram praticamente transpostos para as telas. O defeito do fim da história é o fim da história em si: ainda que tenham conseguido mostrar a morte do vilão de maneira um pouco menos estúpida, tudo acaba bem demais, rápido demais. Não há uma comemoração grandiosa como a batalha que a precede prometia. Não há a promessa de elevar Harry ao degrau mais alto de admiração. Ele é um herói, mas não parece (é nessas horas que me lembro: isso não é Tolkien e nem <strong>O Senhor dos Anéis</strong>).</p>
<p>O epílogo do livro é vergonhoso e anti-climático. Por sorte, o filme conseguiu fazer a sequência um pouco menos dolorosa – o que não quer dizer que não tenha sido de qualquer jeito. A maquiagem que envelheceu os atores não foi suficiente para esconder os traços de garotos que todos conservaram e funciona somente sob um determinado ângulo (muito de perto, quando era possível ver algumas rugas de expressão). Para piorar, ficou evidente que os atores mirins, interpretando os filhos dos casais, não tinham a menor intimidade com os protagonistas.</p>
<p>Claro que <strong>Daniel Radcliffe</strong> – o único jovem ator que pareceu melhor do que nunca ao transpor as angústias e dores de Harry – <strong>Emma Watson</strong> e <strong>Rupert Grint</strong> (menos inspirados do que na primeira parte) dão uma força aos pequenos, tornando tudo um pouco menos constrangedor. Não pretendo tirar o entusiasmo dos fãs ardorosos, mas esse epílogo é, para mim, um dos piores desfechos de histórias dos últimos tempos.</p>
<p>De todo modo, boa ou ruim, a saga acabou. Confesso que me emocionei com algumas cenas e fiquei com vontade de assistir outra vez logo depois que saí do cinema. A história de Harry Potter acompanhou a minha geração e ver isso tudo terminar é, de certa forma, ver um fim para as aventuras do bruxinho e para as nossas fantasias. É como se a maioridade nos atingisse como um golpe de machado. E não nos resta nada a não ser seguir adiante.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> Harry Potter and the Deatlhy Hallows p. 2<br />
<strong>Direção:</strong> David Yates<br />
<strong>Gênero:</strong> Aventura<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA):</strong> 2011<br />
<strong>Roteiro:</strong> Steve Kloves<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> Alexandre Desplat<br />
<strong>Fotografia:</strong> Eduardo Serra<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 125 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Rony Weasley), Tom Felton (Draco Malfoy), Bonnie Wright (Gina Weasley), Evanna Lynch (Luna Lovegood), Helena Bonham Carter (Belatriz Lestrange), Robbie Coltrane (Rúbeo Hagrid), Bonnie Wright (Gina Wesley), Warwick Davis (Grampo/Filius Flitwick), Ciarán Hinds (Aberforth Dumbledore), Maggie Smith (Minerva McGonagall), Ralph Fiennes (Lord Voldemort), Michael Gambon (Alvo Dumbledore), Domhnall Gleeson (Bill Weasley), George Harris (Kingsley Schacklebolt), John Hurt (Olivaras), Jason Isaacs (Lúcio Malfoy), David Legeno (Fenrir Greyback), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Helen McCrory (Narcisa Malfoy), Peter Mullan (Yaxley), James e Oliver Phelps (Fred e Jorge Weasley), Clémence Poésy (Fleur Delacour), Alan Rickman (Severo Snape), Timothy Spall (Pedro Pettigrew), Natalia Tena (Ninfadora Tonks), David Thewlis (Remo Lupin), Julie Walters (Molly Weasley), Mark Williams (Arthur Weasley), Jamie Campbell Bower (Gellert Grindelwald), Gary Oldman (Sirius Black), Emma Thompson (Sibila Trelawney), Jim Broadbent (Horácio Slughorn), Kelly Macdonald (Dama Cinzenta), David Bradley (Argo Filch), Miriam Margolyes (Pomona Sprout), Geraldine Somerville (Lilian Potter), Adrian Rawlins (Tiago Potter), Devon Murray (Simas Finnigan), Jessie Cave (Lilá Brown), Luke Newberry (Teddy Lupin), Josh Herdman (Gregory Goyle), Afshan Azad (Padma Patil), Chris Rankin (Percy Weasley), Alfie Enoch (Dino Thomas), Benedict Clarke (Severo Snape – jovem), Shefali Chowdhury (Parvati Patil), Scarlett Byrne (Pansy Parkinson), Will Dunn (Tiago Sirius Potter).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/07/11/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-p-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5NYt1qirBWg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/833/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/833/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=833&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/07/11/harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-p-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/poster-harry-potter-e-as-relc3adquias-da-morte-parte-1-2.jpg?w=202" medium="image">
			<media:title type="html">Poster-Harry-Potter-e-as-Relíquias-da-Morte-Parte-1-2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Meia-Noite em Paris</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/07/08/meia-noite-em-paris/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/07/08/meia-noite-em-paris/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 21:47:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[10]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=829</guid>
		<description><![CDATA[Tudo pode acontecer Melhor filme de Woody Allen em anos, Meia-Noite em Paris é engraçado, sensível, apaixonado e contem algumas das melhores sacadas do diretor NOTA: 10 Turistas curiosos amam. Casais apaixonados amam. Solteiros convictos amam. Interessados em cultura, história, arquitetura ou cafés amam (o dono do verso plagiado também ama). O denominador comum: Paris. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=829&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/midnight-in-paris-poster.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-830" title="midnight-in-paris-poster" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/midnight-in-paris-poster.jpg?w=203&#038;h=300" alt="" width="203" height="300" /></a>Tudo pode acontecer</strong></p>
<p><em>Melhor filme de Woody Allen em anos, Meia-Noite em Paris é engraçado, sensível, apaixonado e contem algumas das melhores sacadas do diretor</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 10</p>
<p>Turistas curiosos amam. Casais apaixonados amam. Solteiros convictos amam. Interessados em cultura, história, arquitetura ou cafés amam (o dono do verso plagiado também ama). O denominador comum: Paris. É a cidade que, afinal, converge os suspiros de admiração de qualquer pessoa que se preze a conhecer a cultura europeia. Para acompanhar, uma fotografia amarelada e primaveril permeada por uma trilha apaixonada (de jazz, claro) enquanto passeamos por pontos famosos e escondidos da capital.</p>
<p>Sonhador como qualquer peão de obra, Gil Pender é um personagem perspicaz, sensível, fascinado pela Paris dos anos 20 (mas é roteirista de blockbusters), e tem o ardente desejo de um dia escrever um romance como os de <strong>Ernest Hemingway</strong> – cheios de intensidade e paixão. Inez é uma burguesinha insossa, que parece ter aversão a qualquer coisa relacionada à cultura francesa. Mesmo com a abissal diferença de personalidade, ela e Gil estão noivos.</p>
<p>O casamento é justamente o motivo que os leva às compras em Paris &#8211; inclusive, parece que é só nisso que pensa Inez (e seus pais igualmente burgueses). Paul também povoa a imaginação da moça, que dá mais importância aos arroubos de pseudo-intelectualidade do amigo do que à alma inquieta de Gil – a quem sempre desacredita em favor do chato de galocha. Desapontado e mergulhado em uma crise de criatividade, uma noite Gil resolve se aventurar pela cidade sozinho e descobre, sem querer, que Paris tem muitos mais encantos escondidos do que à vista dos turistas – e que à meia-noite tudo pode acontecer.</p>
<p>Sem precisar dar explicações para os devaneios de Gil (já que ele próprio tem consciência do que acontece), <strong>Woody Allen</strong> conseguiu construir talvez a visão mais poética da capital desde Amélie Poulain. O protagonista, num arroubo de inspiração, se encontra noite após noite com todos os ícones da literatura, dança, artes plásticas e cinema que foram contemporâneos na próspera década de 20. Conhecemos figuras como<strong> Scott e Zelda Fitzgerald</strong>, <strong>Cole Porter</strong>, <strong>Pablo Picasso</strong>, <strong>Gertrude Stein</strong>, <strong>Salvador Dalí</strong>, <strong>Luis Buñuel</strong>, <strong>Henri Matisse</strong>, <strong>T. S. Elliot</strong> e Hemingway, claro. Nesses devaneios ele encontra também a bela Adriana que, mesmo envolvida em um triângulo amoroso com Picasso e Hemingway, não hesita em ter com Gil mais um romance.</p>
<p>Guarnecidas por um elenco de peso (representado nos melhores personagens por <strong>Corey Stoll</strong> no papel de Hemingway e um excepcional e inspirado <strong>Adrien Brody</strong> como Dalí), essas figuras noturnas e boêmias insistem em levar Gil ao mais profundo de seus íntimos, apresentando-o sem restrições à época em que todos conviveram como uma viagem no tempo sem o ser – ao raiar do dia o presente sem graça do protagonista volta a ser como era. É ele, entretanto, entre tantas estrelas brilhando, a maior surpresa do filme. <strong>Owen Wilson</strong> encarna o protagonista com extremo carisma, abandonando a faceta caricatural para fazer de Gil o alterego perfeito do diretor. Gagueira, indecisões, devaneios e um quê de amalucado (em uma cena particularmente boa, quando o personagem se dá conta de que aquilo está realmente acontecendo) – de repente, Wilson tornou-se um ótimo ator.</p>
<p>A fábula que Allen conta é conhecida aos espectadores: achar que talvez devêssemos ter nascido em outra época para pode desfrutar do passado (ou presente) histórico de nossos ídolos. Portanto, quando o protagonista e Adriana escapam dos anos 20 e se deparam com a Belle Époque (época em que ela gostaria de ter vivido) e lá eles encontram as figuras da época que gostariam de ter vivido na Renascença, o escritor finalmente compreende que não é possível viver o presente com a cabeça no passado. Mesmo consciente de sua repentina loucura (visão, sonho ou não), Gil (ou Allen) jamais deixa de acreditar que aquele passado não era o seu, sempre voltando à realidade.</p>
<p>Adriana permanece ao lado de <strong>Paul Gauguin</strong>, <strong>Edgar Degas</strong>,<strong> Henri de Toulouse-Lautrec</strong> e outras figuras interessantes, e Gil regressa ao seu próprio tempo – e o diretor encontra tempo para sacadas sensacionais,como a ideia que Gil dá a Buñuel para filmar <strong>O Anjo Exterminador</strong> (e o cineasta não entender &#8211; “por quê eles não conseguem sair da sala?”) ou jogar o detetive em Versalhes na Renascença, como se ao dobrar uma esquina o homem tivesse caído magicamente de uma máquina do tempo.</p>
<p>A história pode soar melancólica, talvez triste. Fato é que o brilhante roteiro do cineasta não permite que a aura cômica seja contaminada pela nostalgia e não deixa pontas soltas, transformando sua experiência particular em algo sintomaticamente coletivo. Com a alma mais leve e sorridente, há uma lição óbvia a ser tirada: Gil tem consciência de seu escapismo, mas isso não o impede de querer continuar sendo inspirado por suas próprias fantasias. Afinal, a ideia central é de que mesmo sabendo que não devemos suplantar o presente com as lembranças e sonhos do passado, ele sempre existirá para nos inspirar, indefinidamente.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> Midnight in Paris<br />
<strong>Direção:</strong> Woody Allen<br />
<strong>Gênero:</strong> Comédia<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA/Espanha):</strong> 2011<br />
<strong>Roteiro:</strong> Woody Allen<br />
<strong>Fotografia:</strong> Darius Khondji<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 100 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Owen Wilson (Gil), Rachel McAdams (Inez), Michael Sheen (Paul), Kathy Bates (Gertrude Stein), Marion Cotillard (Adriana), Adrien Brody (Salvador Dalí), Kurt Fuller (John), Mimi Kennedy (Helen), Nina Arianda (Carol), Carla Bruni (guia do museu), Yves Heck (Cole Porter), Alison Pill (Zelda Fitzgerald), Corey Stoll (Ernest Hemingway), Tom Hiddleston (Scott Fitzgerald), Sonia Rolland (Joséphine Baker), Daniel Lundh (Juan Belmonte), Thérèse Bourou-Rubinsztein (Alice B. Toklas), Marcial Di Fonzo Bo (Pablo Picasso), Léa Seydoux (Gabrielle), Emmanuelle Uzan (Djuna Barnes), Tom Cordier (Man Ray), Adrien de Van (Luis Buñuel), David Lowe (T.S. Eliot), Yves-Antoine Spoto (Henri Matisse), Vincent Menjou Cortes (Henri de Toulouse-Lautrec), Olivier Rabourdin (Paul Gauguin), François Rostain (Edgar Degas).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/07/08/meia-noite-em-paris/"><img src="http://img.youtube.com/vi/atLg2wQQxvU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/829/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/829/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=829&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/07/08/meia-noite-em-paris/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/midnight-in-paris-poster.jpg?w=203" medium="image">
			<media:title type="html">midnight-in-paris-poster</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Harry Potter e a Ordem da Fênix</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/07/04/harry-potter-e-a-ordem-da-fenix/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/07/04/harry-potter-e-a-ordem-da-fenix/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 22:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[8]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[daniel radcliffe]]></category>
		<category><![CDATA[david yates]]></category>
		<category><![CDATA[emma watson]]></category>
		<category><![CDATA[gary oldman]]></category>
		<category><![CDATA[harry potter e a ordem da fênix]]></category>
		<category><![CDATA[imelda stauton]]></category>
		<category><![CDATA[michael gambon]]></category>
		<category><![CDATA[michael goldenberg]]></category>
		<category><![CDATA[rupert grint]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=823</guid>
		<description><![CDATA[Política e amadurecimento Bem contado e com a história voltada ao contexto político, o quinto filme mostra o visível amadurecimento de Harry mas esquece de se aprofundar em outros personagens NOTA: 8,5 Desde o terceiro filme lançado sobre Harry Potter sabíamos que a vida do jovem bruxo não seria mais a mesma. Não só por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=823&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/harrypotterandtheorderofphoenix_03.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-824" title="harrypotterandtheorderofphoenix_03" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/harrypotterandtheorderofphoenix_03.jpg?w=202&#038;h=300" alt="" width="202" height="300" /></a></strong></p>
<p><strong>Política e amadurecimento</strong></p>
<p><em>Bem contado e com a história voltada ao contexto político, o quinto filme mostra o visível amadurecimento de Harry mas esquece de se aprofundar em outros personagens</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 8,5</p>
<p>Desde o terceiro filme lançado sobre Harry Potter sabíamos que a vida do jovem bruxo não seria mais a mesma. Não só por ter finalmente encontrado no padrinho Sirius Black alguém em quem se espelhar e ter uma relação paternal, mas também por ter presenciado a morte de um colega e o retorno de Lorde Voldemort. Não fosse isso suficiente para encher a cabeça de um adolescente, em seu quinto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts Harry começa a flertar com Cho Chang, uma garota um ano mais velha que ele.</p>
<p>Claramente mais maduro do que os outros longas da série, este <em>Harry Potter e a Ordem da Fênix</em> traz o rapaz ao imediatismo de tudo que presenciou um ano antes. Assim, sem tempo para brincadeiras e bobagens dos Dursley, o novo diretor <strong>David Yates</strong> (com a batuta na mão pela primeira vez) implica logo nas primeiras cenas o ataque dos dementadores de Azkaban a Harry e seu primo – e a fotografia acompanha o ritmo alucinado transformando o dia de sol claro e quente em uma tarde nebulosa e azulada, com toques visivelmente frios e tristes.</p>
<p>O garoto não tem muito tempo para pensar: depois de receber a carta de sua expulsão (que logo é contestada pelos aurores que vão buscá-lo – e apesar do tom aventuresco ditado pela trilha sonora, ele não deixa de demonstrar preocupação), Harry deve se preparar para a audiência disciplinar no Ministério da Magia a qual foi submetido. Não sem antes, é claro, passar o que resta das férias na casa do padrinho no largo Grimmauld, agora transformada em sede da organização secreta Ordem da Fênix (que reúne basicamente todos que lutam contra Você-Sabe-Quem).</p>
<p>Sirius é interpretado novamente com a intensidade costumeira de <strong>Gary Oldman</strong>. Expressando o apreço por Harry por olhares de adoração e uma entonação mais macia da voz, o ator eleva o personagem a uma espécie de pedestal, um herói em quem o rapaz pudesse achar algum conforto. O novo roteiro, escrito por <strong>Michael Goldenberg</strong>, segue a mesma linha dos longas anteriores, fazendo justas adaptações dos livros para não prejudicar a fluidez da história e dos personagens – fica explicado, portanto, porque Sirius e a Sra. Weasley não têm discussões acaloradas (não faria sentido destruir a imagem de bom moço do padrinho) ou porque Harry não desconta com tanta ferocidade a raiva que sente nos amigos, ou ainda a oscilação da paixonite do garoto que, no filme/livro seguinte, se voltará à Gina Weasley (em momentos no qual a garota expressava sua insatisfação por breves olhares).</p>
<p>Acompanhando com muita maturidade o crescimento do próprio personagem, <strong>Daniel Radcliffe</strong> jamais deixa de expressar as angústias de Potter, seja na introspecção e contenção de palavras – tornando-o mais reservado e quase monossilábico –, seja no nervosismo para paquerar Cho, ou ainda nos tique-nervosos que compartilha com Voldemort, tornando-os lados opostos de uma mesma moeda. E se ele se sai bem assim é porque inegavelmente seus colegas <strong>Emma Watson</strong> e <strong>Rupert Grint</strong> sentem-se muito mais confortáveis nos papeis dos amigos de Harry, para apoiá-lo ou simplesmente deixá-lo sozinho. Há uma cena em particular na qual os três amigos conversam descontraídos e, talvez pela primeira vez, deixam transparecer a verdadeira química que existe entre eles.</p>
<p>O tom urgente fica evidente até mesmo com a rapidez em que os fatos são contados – ainda que sejam coerentes com a história do livro, mais introspectivo para o próprio personagem-título. Com o Ministério da Magia intervindo diretamente na escola, a professora Dolores Umbridge é nomeada para chefiar uma reforma educacional, que inclui castigos torturantes, regras proibitivas (especialmente do uso de feitiços nas aulas de Defesa Contra as Artes das Trevas) e o afastamento intencional de Alvo Dumbledore do cargo de direção.</p>
<p>Indignado com as seguidas injustiças cometidas pela nova professora, Harry consente em dar aulas particulares a um grupo seleto de colegas – a Armada de Dumbledore. Vemos, então, o garoto finalmente passando toda a experiência adquirida em quatro anos de luta contra os inimigos das trevas aos amigos, que se sentem cada vez mais confiantes para realizar os feitiços mais complicados. O contexto político, portanto, se sobressai às outras possíveis histórias correlatas que aparecem no livro. Mesmo com o relacionamento de Cho e Harry à vista – vemos o primeiro beijo do personagem nas telas – tudo gira em torno de não aceitar as ordens que o Ministério quer impôr, principalmente desacreditando Dumbledore e Harry, tachando-os de mentirosos.</p>
<p>Este é, sem dúvida, um filme mais triste e sombrio, onde o bruxinho toma conhecimento de alguns mistérios que rondavam a relação que ele estabelece, por meio da cicatriz, com Voldemort. O roteiro favorece essa aura taciturna mas é imediatamente descreditado pela própria direção econômica de Yates, que torna algumas cenas clichês e desnecessárias – aquela em que Dolores e McGonagall disputam um degrau mais alto do que a outra é um absoluto desperdício em mostrar que uma das duas detinha a palavra final.</p>
<p>Há mais: jornais que noticiam manchetes escandalosas e revelam a história sem precisar dar mais explicações; a metáfora da tempestade que se aproxima para indicar que o perigo é iminente; e até mesmo a morte de Sirius é contada de maneira abrupta e não oferece o impacto que merecia (mesmo sabendo que a profundidade do personagem dependia de sua unilateralidade de herói, seria interessante tê-lo visto passando por alguns perigos de inconsequente, como ser quase descoberto por Lúcio Malfoy na estação de trem ou por Umbridge na lareira). A trilha sonora de<strong> Nicholas Hooper</strong> também caminha nessa direção, oscilando entre o tom aventureiro e o sombrio mas sem nenhuma nota realmente marcante.</p>
<p>Acredito que A Ordem da Fênix se salva (como os dois primeiros filmes da saga) pelo formidável elenco que a compõe. Desnecessário dizer que as performances do elenco &#8220;adulto&#8221; são absolutamente admiráveis: <strong>Julie Walters</strong>, na única cena em que recebe Harry pela primeira vez na casa dos Black com a voz embargada e ofegante de preocupação; o Severo Snape de <strong>Alan Rickman</strong> e todo o desprezo pelo garoto ser justificado na cena em que compartilha, sem querer, um fragmento de memória sobre Tiago Potter, desmistificando a imagem de herói do pai e fazendo de Snape, também, um injustiçado; <strong>Michael Gambon</strong>, obviamente, transmitindo de imediato a preocupação de Dumbledore com um único e breve olhar; <strong>Helena Bonham Carter</strong> como Belatriz Lestrange e <strong>Jason Isaacs</strong> como Lúcio Malfoy, soberbos em suas linhas carregadas de malícia; a própria <strong>Imelda Stauton</strong> e sua afetada Umbridge; e até mesmo <strong>Emma Thompson</strong> novamente brilha nas pequenas participações como a desajeitada prof. Sibila Trelawney.</p>
<p>É inegável, entretanto, dizer que o design de produção não tenha se saído admiravelmente bem, em especial dentro do Departamento de Mistérios, e também para mostrar a mudança da Hogwarts com Umbridge como Alta Inquisidora – em determinado momento a parede, antes repleta de quadros habitados, aparece completamente nua e buracos mais escuros aparecem onde deveriam estar as molduras. Em contrapartida, se os testrálios e o elfo doméstico Monstro são convincentes, o gigante Grope parece feito de borracha e é um passo em direção ao abismo, deixando claro que (àquela época) ainda havia muito a ser feito.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> Harry Potter and the Order of the Phoenix<br />
<strong>Direção:</strong> David Yates<br />
<strong>Gênero:</strong> Aventura<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA/Inglaterra):</strong> 2007<br />
<strong>Roteiro:</strong> Michael Goldenberg, baseado em livro de J. K. Rowling<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> Nicholas Hooper<br />
<strong>Fotografia:</strong> Slawomir Idziak<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 138 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Rony Weasley), Michael Gambon (Alvo Dumbledore), Maggie Smith (prof. Minerva McGonagall), Helena Bonham Carter (Belatriz Lestrange), Jason Isaacs (Lúcio Malfoy), Alan Rickman (prof. Severo Snape), Gary Oldman (Sirius Black), David Thewlis (Remo Lupin), Brendan Gleeson (Alastor Olho-Tonto Moody), Ralph Fiennes (Lorde Voldemort), Imelda Stauton (prof. Dolores Umbridge), Emma Thompson (prof. Sibila Trelawney), Robert Hardy (Cornélio Fudge), Robbie Coltrane (Rúbeo Hagrid), Richard Griffiths (Válter Dursley), Fiona Shaw (Petúnia Dursley), Harry Melling (Duda Dursley), Julie Walters (Molly Weasley), Mark Williams (Arthur Weasley), Tom Felton (Draco Malfoy), Bonnie Wright (Gina Wesley), Evanna Lynch (Luna Lovegood), Katie Leung (Cho Chang) Warwick Davis (prof. Filius Flitwick), Natalia Tena (Nymphadora Tonks), James e Oliver Phelps (Fred e Jorge Weasley), Chris Rankin (Percy Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), George Harris (Kingsley Shacklebolt), Alfie Enoch (Dino Thomas), Shefali Chowdhury (Parvati Patil), Afshan Azad (Padma Patil), David Bradley (Argo Filch), Devon Murray (Simas Finnigan), Jamie Waylett (Vincent Crabbe), Josh Herdman (Gregory Goyle), Nick Shrim (Zacharias Smith), Richard Leaf (Dawlish), Sian Thomas (Amelia Bones).</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/07/04/harry-potter-e-a-ordem-da-fenix/"><img src="http://img.youtube.com/vi/cuALgcPVFxI/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/823/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/823/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=823&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/07/04/harry-potter-e-a-ordem-da-fenix/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/07/harrypotterandtheorderofphoenix_03.jpg?w=202" medium="image">
			<media:title type="html">harrypotterandtheorderofphoenix_03</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/06/29/harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/06/29/harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 16:28:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[9]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[alan rickman]]></category>
		<category><![CDATA[alfonso cuarón]]></category>
		<category><![CDATA[bonnie wright]]></category>
		<category><![CDATA[daniel radcliffe]]></category>
		<category><![CDATA[david thewlis]]></category>
		<category><![CDATA[Emma Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[emma watson]]></category>
		<category><![CDATA[gary oldman]]></category>
		<category><![CDATA[harry potter e o prisioneiro de azkaban]]></category>
		<category><![CDATA[James e Oliver Phelps]]></category>
		<category><![CDATA[Julie Christie]]></category>
		<category><![CDATA[julie walters]]></category>
		<category><![CDATA[maggie smith]]></category>
		<category><![CDATA[mark williams]]></category>
		<category><![CDATA[matthew lewis]]></category>
		<category><![CDATA[michael gambon]]></category>
		<category><![CDATA[Robbie Coltrane]]></category>
		<category><![CDATA[rupert grint]]></category>
		<category><![CDATA[steve kloves]]></category>
		<category><![CDATA[timothy spall]]></category>
		<category><![CDATA[tom felton]]></category>
		<category><![CDATA[Warwick Davis]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=819</guid>
		<description><![CDATA[Dubiedade Focado no desenvolvimento psicológico dos personagens – e falhando em alguns pontos nesse quesito – o terceiro filme de Harry Potter conta com as experientes diretrizes de Alfonso Cuarón NOTA: 9 De certa maneira a minha geração está muito ligada à saga de Harry Potter: crescemos na mesma época (teoricamente o personagem-título tem mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=819&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/2009.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-821" title="2009" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/2009.jpg?w=202&#038;h=300" alt="" width="202" height="300" /></a>Dubiedade</strong></p>
<p><em>Focado no desenvolvimento psicológico dos personagens – e falhando em alguns pontos nesse quesito – o terceiro filme de Harry Potter conta com as experientes diretrizes de Alfonso Cuarón</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 9</p>
<p>De certa maneira a minha geração está muito ligada à saga de Harry Potter: crescemos na mesma época (teoricamente o personagem-título tem mais ou menos a minha idade) e, portanto, nossas dúvidas adolescentes foram as mesmas. Antes mesmo de ler qualquer um dos livros, já tinha assistido a quase todos os filmes (à exceção do 7.1), acompanhando o crescimento dos atores e de seus personagens e também o desenvolvimento da trama nas telonas. Quando <em>Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban</em> estreou, não foi difícil notar a mudança: havíamos chegado (todos) a um outro nível de profundidade. O terceiro livro (bem como o longa) abandona as aventuras e narrativa infantis para se aprofundar em um universo mais amplo: o das relações humanas. Se há um mérito na história da escritora<strong> J. K. Rowling</strong> é a maneira como ela conduziu o arco dramático dos personagens, “crescendo” em assuntos mais sérios conforme eles foram ficando mais velhos.</p>
<p>Seguindo a narrativa ansiosa do livro, o roteiro novamente escrito por<strong> Steve Kloves</strong> forma a ideia inicial de que a comunidade bruxa está apavorada com a fuga do assassino em massa Sirius Black. Mais ainda, Harry está apavorado com a ideia de que Black possa vir atrás dele para matá-lo. Sem saber nada da identidade do homem, o menino descobre que o ex-prisioneiro foi condenado por matar uma dúzia de não-bruxos (ou trouxas, na linguagem do livro), o jovem Pedro Pettigrew e, principalmente, por revelar a Voldemort o esconderijo de seus melhores amigos, Tiago e Lilian Potter. Ao mesmo tempo, portanto, em que se vê às voltas com o responsável pela morte de seus pais estar procurando liquidá-lo, Harry ainda deve se preocupar com as aulas na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.</p>
<p>No trem a caminho da escola o protagonista se depara com os dementadores, guardas da prisão que estavam à procura de Black (em uma cena bastante interessante), e com o novo professor Remo Lupin – que substituiu o engraçado Gilderoy Lockhart de <strong>Kenneth Branag</strong>h do filme anterior. Interpretado com delicadeza por <strong>David Thewlis</strong>, Lupin é o responsável por ajudar Harry a produzir um feitiço que combata os guardas e também por atuar o mais próximo de uma figura paterna.</p>
<p>Mesmo sem querer, Harry é forçado a encarar Sirius Black cara a cara e, para sua surpresa (e para aqueles que não conhecem a história), descobrir a verdadeira identidade do homem. A performance de<strong> Gary Oldman</strong> colabora para a intensidade do momento – o olhar amalucado, o sorriso enviesado – e é interessante como ambos os atores dão uma entonação dúbia aos personagens, para manter (com sucesso) o suspense. As pequenas aparições de <strong>Alan Rickman</strong> e <strong>Timothy Spall</strong> enriquecem ainda mais a cena.</p>
<p>Por sua vez, <strong>Michael Gambon</strong> substitui<strong> Richard Harris</strong> com facilidade e consideráveis melhorias, já que neste episódio Alvo Dumbledore exigia mais energia e carisma, um quê faceiro e meio hippongo. A pequena participação de <strong>Emma Thompson</strong> como a etérea Sibila Trelawney e de <strong>Julie Christie</strong> como Madame Rosemerta dão lustro e profundidade psicológica aos personagens, somente exemplificando como o elenco adulto foi pensado minuciosamente para enriquecer a trama. O trio de protagonistas se mostrava, então, cada vez mais confiante nos papéis de Harry, Rony e Hermione.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a direção perspicaz do mexicano <strong>Alfonso Cuarón</strong> faz questão de deixar alguns indícios dos temas aos quais está habituado (sendo ele responsável pelo excelente <em>E Sua Mãe Também</em>), evidenciados na cena em que Harry brinca com a varinha debaixo das cobertas receando ser descoberto, ou quando o carrasco alisa o machado maliciosamente enquanto olha os três protagonistas caminharem. Há momentos, é claro, nos quais o cineasta explora seus próprios talentos: planos-sequência interessantes, a passagem do tempo bem pontuada e uma sequência tarantinesca (minha favorita) na qual um dos personagens se transforma em lobisomem – aproximando a câmera da lua, depois um close no rosto do homem enquanto a claridade ilumina o olhar vidrado e maníaco.</p>
<p>Por esse e outros motivos Prisioneiro de Azkaban é mais sombrio do que os longas anteriores, visivelmente mais infantis, dando também mais urgência à narrativa. Isso se torna ainda mais evidente na sequência frenética e desesperada na qual os meninos tentam salvar a vida de Sirius e Bicuço (um cavalo-águia desenhado com muito mais qualidade do que o troll do primeiro filme e o elfo do segundo) até os momentos finais.</p>
<p>Apesar de estabelecer relações interessantes – uma vez que a própria narrativa do livro se voltava muito mais a elas do que ao vilão (este é, inclusive, o único capítulo de toda a saga no qual o embate final não se dá com Voldemort) – o roteiro tem diversas pontas soltas. E não me refiro às adaptações do livro à tela, já que isso era de se esperar. Algumas delas são, inclusive, absolutamente necessárias – a começar por colocar Harry sempre sozinho para descobrir os mistérios que o cercam, desde a natureza de Black até o paradeiro de Pettigrew, e por limar a preocupação latente que ele tem com o quadribol (não teria o menor cabimento incluir o campeonato intercasas com tantas coisas mais importantes e urgentes para serem discutidas). Além disso, há a súbita atração entre Rony e Hermione que sutilmente começa a crescer – obviamente sendo pensada para os filmes vindouros.</p>
<p>Mesmo assim o roteirista nunca se dá ao trabalho de explicar a motivação de alguns personagens – ainda que eles sejam delineados de modo psicologicamente compreensível. Há uma nesga de ambiguidade nos caráteres de Lupin e Sirius e uma visível rivalidade entre eles e o professor Snape. Mas por que, afinal? Me parece fundamental que a perseguição e a desconfiança de um para com os outros tivesse fundamento – o que nunca aparece.</p>
<p>Entretanto, Kloves se sai extremamente bem nas cenas em que mescla suspense ao clima taciturno – aquela na qual Harry usa o Mapa do Maroto para caminhar nos corredores escuros, sob a trilha igualmente sombria, é particularmente boa. Junto com a fotografia (puxando para o verde-acinzentado) a música deste longa foi composta pensando em cada momento – ora são tons divertidos, ora tons crescentes e inquietantes (até mesmo o uso do coral é instigante). O design de som também foi bastante eficiente ao incluir um efeito (utilizado até hoje) para cada vez que as varinhas são usadas.</p>
<p>Falhas aqui e ali, alguns personagens capengas, mas só. O resto compensa: atuações, a direção magnânima de Cuarón, a trilha de <strong>John Williams</strong> (the man!) e a produção como um todo conferem a este capítulo mais densidade em todos os sentidos. Não é um filme excelente, confesso, mas é um dos mais bem desenvolvidos da série e, certamente, o meu preferido – não nego, contudo, que a participação dos atores adultos tenha contribuído consideravelmente, sendo o próprio Oldman um dos meus atores prediletos.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> Harry Potter and the Prisoner of Azkaban<br />
<strong>Direção:</strong> Alfonso Cuarón<br />
<strong>Gênero:</strong> Aventura<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA):</strong> 2004<br />
<strong>Roteiro:</strong> Steve Kloves<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> John Williams<br />
<strong>Fotografia:</strong> Michael Seresin<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 139 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Daniel Radcliffe (Harry Potter), Emma Watson (Hermione Granger), Rupert Grint (Rony Weasley), Michael Gambon (Alvo Dumbledore), Maggie Smith (prof. Minerva McGonagall), David Thewlis (prof. Remo Lupin), Julie Christie (Madame Rosemerta), Tom Felton (Draco Malfoy), Robbie Coltrane (Rúbeo Hagrid), Julie Walters (Molly Weasley), Mark Williams (Arthus Weasley), Bonnie Wright (Gina Weasley), James e Oliver Phelps (Fred e Jorge Weasley), Chris Rankin (Percy Weasley), Matthew Lewis (Neville Longbottom), Alan Rickman (prof. Severo Snape), Gary Oldman (Sirius Black),Timothy Spall (Pedro Pettigrew), Emma Thompson (prof. Sibila Trelawney), Warwick Davis (prof. Flitwick), David Bradley (Argo Filch), Emily Dale (Katie Bell), Pam Ferris (Guida), Richard Griffiths (Válter Dursley), Harry Melling (Duda Dursley) Fiona Shaw (Petúnia Dursley), Robert Hardy (Cornélio Fudge), Joshua Herdman (Gregory Goyle), Jamie Waylett (Vincent Crabbe), Lee Ingleby (Stan Shunpike), Miriam Margolies (Prof. Sprout), Luke Youngblood (Lino Jordan), Alfred Enoch (Dino Thomas), Devon Murray (Simas Finnigan), Danielle Taylor (Angelina Johnson).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/06/29/harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban/"><img src="http://img.youtube.com/vi/R4MwzLzevpw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/819/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/819/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=819&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/06/29/harry-potter-e-o-prisioneiro-de-azkaban/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/2009.jpg?w=202" medium="image">
			<media:title type="html">2009</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O Homem ao Lado</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/06/20/o-homem-ao-lado/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/06/20/o-homem-ao-lado/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 23:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[9]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[gastón duprat]]></category>
		<category><![CDATA[mariano cohn]]></category>
		<category><![CDATA[o homem ao lado]]></category>
		<category><![CDATA[rafael spreguelburd]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=816</guid>
		<description><![CDATA[Irremediável Roteiro provocador e inteligente convida o espectador a olhar para a sociedade com os olhos críticos que faltam à classe média atual NOTA: 9 Imagine uma sociedade livre de preconceitos e barreiras. Cada indivíduo convive com o próximo de igual para igual, sem mais ou menos privilégios, tendo direito aos mesmos benefícios e enfrentando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=816&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/poster.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-817" title="poster" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/poster.jpg?w=201&#038;h=300" alt="" width="201" height="300" /></a>Irremediável</strong></p>
<p><em>Roteiro provocador e inteligente convida o espectador a olhar para a sociedade com os olhos críticos que faltam à classe média atual</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 9</p>
<p>Imagine uma sociedade livre de preconceitos e barreiras. Cada indivíduo convive com o próximo de igual para igual, sem mais ou menos privilégios, tendo direito aos mesmos benefícios e enfrentando os mesmos problemas sociais e políticos – uma vez que psicologicamente falando é impossível. Imagine, enfim, uma sociedade de fato democrática. Caso você, leitor, meneie a cabeça concordando comigo, talvez seja um indício de que ainda não tenha visto <strong>O Homem ao Lado</strong> – e se não o fez, espero que não se importe com os spoilers (ou simplesmente pare de ler!).</p>
<p>A produção – dirigida a quatro mãos por <strong>Mariano Cohn</strong> e<strong> Gastón Duprat</strong> – foi filmada em 2009 mas só chegou ao Brasil este ano para contar a vida de Leonardo, um arquiteto de classe média, bem sucedido e aparentemente injustiçado ao ganhar um vizinho inconveniente. O roteiro astuto, contudo, não se limita a explorar apenas a relação superficial entre os dois homens – um intelectual, o outro grosseiro –, mas pisa em uma seara delicada e bastante controversa: a diferença de classes.</p>
<p>Com efeitos incomensuráveis para a classe média portenha (que por diversos fatores se assemelha em muito à brasileira), a diferença social entre as classes A e C é escancarada para um público que, incrédulo, ainda se recusa a olhar para o problema que assola a nossa frágil América Latina. A casa em que Leonardo vive com a esposa e a filha é um ponto turístico da capital argentina, uma vez que foi construída Le Corbusier.</p>
<p>Como disse acima, o roteiro é inteligente o suficiente para conduzir a narrativa de maneira sutil e inesperada, a começar pelo próprio perfil dos personangens. Enquanto Victor é retratado como um brutamontes grosseiro, simplório e irritantemente insistente, Leonardo é talhado como a vítima, o sábio que deve vencer a ignorância do outro por meio da conversa e persuasão.</p>
<p>Se recusando a aceitar a intervenção do novo vizinho na parede que dá para sua janela – Victor alega querer só um pouquinho de sol para aquecer seu frio apartamento – Leonardo tenta, por todos os meios, convencer o outro de que é uma má ideia, pois invadiria sua privacidade. A princípio tendemos a concordar com Leonardo. Afinal, é realmente desconfortável ter uma janela escancarada para o íntimo de nossas vidas, de nossos quartos, enfim.</p>
<p>À medida em que conhecemos um pouco mais das intimidades de cada um, percebemos que os papeis entre o que é certo e errado foram invertidos. Assim, aos poucos vemos as imagens de Leonardo e sua família serem descontruídas de pessoas supostamente cultas para arrogantes e superficiais – a começar pelo próprio, que é, certamente, o alicerce de todo preconceito que permeia o longa. Sua esposa, Ana, burguesinha e mimada, e Lola &#8211; bicho-do-mato desinteressado de tudo que a cerca (exceto ela própria) &#8211; colaboram com a atmosfera.</p>
<p>O mais interessante, contudo, é a maneira como essas diferenças são retratadas. Se com Victor a relação é de passividade – sempre cheio de dedos para falar com o vizinho que, sem dúvida, o amedronta – com a esposa e a filha Leonardo toma a posição de macho alfa. Os discursos despropositados que ele profere às duas são inacreditavelmente absurdos.</p>
<p>Os amigos e alunos de Leonardo também são tratados como ignorantes incapazes – e as cenas de ironia velada nas quais o professor discrimina, talvez sem motivo algum, o trabalho de alguns estudantes e valoriza a maquete de outra são sutis e sofisticadas. Por outro lado, os próprios amigos retratados são o que eu costumo chamar de pseudo-intelectuais – e a cena na qual Leonardo divide o sofá com um rapaz enquanto escutam a uma música sem sentido é brilhante.</p>
<p>A crítica constante se apaga diante da lentidão da narrativa, excessivamente arrastada. A fotografia é um ponto alto, bem como o desfecho surpreendente. Confesso que apesar de um pouco desapontada (se essa é a solução, realmente é muito fácil lidar com os problemas de convivência), o quê de nonsense é proposital para criar o clima de total conformidade com a situação – e para criar o natural estado de indignação de (parte) da plateia. Ótimos atores e ótima direção, <strong>O Homem ao Lado</strong> é mais um belo exemplo do que o cinema argentino pode oferecer ao mundo.</p>
<p>Leonardos, Anas, Lolas&#8230; já conheci dezenas de vocês. Será que conseguirão, vocês, pseudo-intelectuais, se enxergar nesta posição prepotente do alto de seus umbigos ou somente servirá de entretenimento acrítico?</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> El Hombre de al Lado<br />
<strong>Direção:</strong> Mariano Cohn e Gastón Duprat<br />
<strong>Gênero:</strong> Drama<br />
<strong>Ano de Lançamento (Argentina):</strong> 2009<br />
<strong>Roteiro:</strong> Andrés Duprat<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> Sergio Pangaro<br />
<strong>Fotografia:</strong> Mariano Cohn e Jéronimo Carranza<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 110 minutos<br />
<strong>Com:</strong> Rafael Spreguelburd (Leonardo), Daniel Aráoz (Victor), Eugenia Alonso (Ana), Inés Budassi (Lola), Ruben Guzmán (arquiteto), Lorenza Acuña, Eugenio Scopel, Debora Zanolli, Bárbara Hang, Enrique Gagliesi.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/06/20/o-homem-ao-lado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/aiF7gjoFkKQ/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/816/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/816/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=816&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/06/20/o-homem-ao-lado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/poster.jpg?w=201" medium="image">
			<media:title type="html">poster</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>X-Men: Primeira Classe</title>
		<link>http://projetor.wordpress.com/2011/06/06/x-men-primeira-classe/</link>
		<comments>http://projetor.wordpress.com/2011/06/06/x-men-primeira-classe/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 21:37:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mairagiosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[10]]></category>
		<category><![CDATA[Notas]]></category>
		<category><![CDATA[james mcavoy]]></category>
		<category><![CDATA[jennifer lawrence]]></category>
		<category><![CDATA[kevin bacon]]></category>
		<category><![CDATA[matthew vaughn]]></category>
		<category><![CDATA[michael fassbender]]></category>
		<category><![CDATA[x-men primeira classe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://projetor.wordpress.com/?p=810</guid>
		<description><![CDATA[A primeira turma Melhor filme da Marvel do gênero, o novo X-Men ganha peso nas mãos do diretor Matthew Vaughn e profundidade com elenco admirável NOTA: 10 Até agora, tudo o que já foi dito sobre os filmes anteriores dos mutantes (falando exclusivamente dos X-Men, e não do pavor que é o filme do Wolverine) [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=810&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/x-men-first-class-movie-poster-high-res.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-811" title="x-men-first-class-movie-poster-high-res" src="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/x-men-first-class-movie-poster-high-res.jpg?w=207&#038;h=300" alt="" width="207" height="300" /></a>A primeira turma</strong></p>
<p><em>Melhor filme da Marvel do gênero, o novo X-Men ganha peso nas mãos do diretor Matthew Vaughn e profundidade com elenco admirável</em></p>
<p><strong>NOTA:</strong> 10</p>
<p>Até agora, tudo o que já foi dito sobre os filmes anteriores dos mutantes (falando exclusivamente dos X-Men, e não do pavor que é o filme do Wolverine) tinham pelo menos uma constante: o fato de que as adaptações cinematográficas faziam referências pontuais aos quadrinhos – e não transpunham cada conceito para a tela –, criando tramas paralelas que de certo modo complementam as histórias já criadas, dando forma e cor aos heróis das nossas infâncias. Dizer que <em>X-Men: Primeira Classe</em> foge dessa regra seria mais do que um erro: seria uma inverdade.</p>
<p>Isso significa que é um filme ruim ou mediano? O oposto. É um dos melhores do gênero e, certamente, o melhor que a Marvel produziu até agora. A história criada pelo diretor<strong> Matthew Vaughn</strong> tenta extrair das HQs o máximo possível concentrando o foco em dois personagens centrais: Charles Xavier e Erik Lensherr. A partir de uma breve introdução às infâncias de ambos – com a ousadia (no bom sentido) de repetir as cenas iniciais do primeiro <a href="http://projetor.wordpress.com/2010/09/22/x-men-estendido/">X-Men</a> –, é possível ter uma noção dos tipos de ambiente em que as crianças foram criadas: Charles era um menino de família aristocrata que estudou em Oxford, enquanto Erik foi vítima (no pior dos sentidos) do nazismo durante a Segunda Guerra.</p>
<p>Seu algoz? Dr. Sebastian Shaw, um homem sádico e propenso à violência ilimitada quando se trata de conseguir o que quer. Em uma das melhores sequências do filme, inicialmente focada no diálogo do doutor e do jovem Erik, a sala do médico é mostrada como uma sala comum, até se abrir e indicar a verdadeira natureza do homem. Criado num ambiente hostil no qual aspirava somente por vingança, Erik cresce amargurado, literalmente marcado e descrente com a raça humana.</p>
<p>Charles, por sua vez, cresce ao lado de Raven Darkholme, uma mutante que misteriosamente apareceu em sua casa e que ele decide adotar como irmã. Atenção, agora, caro leitor: ignore (sim, ignore) as comparações entre os quadrinhos que a sua mente automaticamente quer fazer e lembre-se do primeiro parágrafo desse texto. Pois, mesmo que isso não faça sentido, é de extrema importância para a história que o filme quer contar – afinal, Raven e Xavier estabelecem uma ligação íntima e familiar e um dos principais arcos dramáticos.</p>
<p>Com o título de professor em mutação genética pela Universidade de Oxford, Xavier pretende ajudar pessoas como ele e Raven, outros mutantes, a descobrirem suas habilidades e a aceitarem-nas. Assim, ele conhece a agente da CIA Moira McTargget, que o introduz ao mundo da espionagem com o objetivo único de capturar Shaw e provar a tese de que os mutantes realmente existem. Fica óbvio, portanto, onde os caminhos de Erik e Charles irão se encontrar. O problema é que Shaw tem como guarda-costas dois mutantes: Azazel e a poderosa Emma Frost (uma das mais bem caracterizadas, diga-se).</p>
<p>Os dois juntos formam uma aliança com a CIA no intuito de deter Shaw antes que ele provoque a Guerra Fria. Esse contexto histórico, colocado de maneira eficiente, é fundamental para situar os personagens no mundo real. Aparecem, a partir daqui, pessoas como Hank McCoy, um jovem e brilhante cientista a serviço da CIA que cria uma máquina capaz de encontrar os mutantes no mundo (vulgo, Cérebro); a menina com asas de fada, Angel Salvadore; Alex Summers e sua capacidade de disparar raios vermelhos; o grito supersônico de Sean Cassidy; Darwin, o homem que reveste a pele com uma grossa armadura, entre outros. Sobra espaço até para participações especiais.</p>
<p>É aqui, portanto, que a direção de Vaughn se mostra de extrema eficiência: tendo que lidar com diversas fontes e múltiplos personagens, <em>X-Men: Primeira Classe</em> não se perde. Ao contrário: é um filme profundo, que desenvolve as caracaterísticas de cada herói de maneira bastante satisfatória e, embora tenha tido a árdua tarefa de contar uma história para a qual já sabemos o fim, tem um roteiro coerente com aquilo que já foi visto nas telas. Ninguém ficará perdido entre os fatos e o roteiro ainda permite que façamos ligações entre os eventos que acontecem aqui que influenciaram o destino dessas pessoas.</p>
<p>Desde o primeiro momento, <strong>James McAvoy</strong> cria para Charles um personagem multifacetado e real, que não trata só de assuntos sérios, mas flerta, bebe, se diverte e até mesmo foge de situações embaraçosas – quase todas envolvendo a verdadeira aparência de Raven. Um homem delicado e determinado a ajudar outros mutantes. Sua ligação com Erik é, portanto, tratada como uma relação fraternal, na qual o professor chega a agradecer o amigo (e secar uma lágrima, em uma cena comovente) por dividir uma bela lembrança. Mesmo peso tem a atuação de <strong>Michael Fassbender</strong>, que retrata o futuro Magneto como impetuoso, vivaz e decidido. Mesmo com todas as suas pretensões de eliminar Shaw e de não se deixar subjugar, ele permite (ainda que por um breve momento) que Charles entre em sua mente e saiba tudo de sua vida. E mais interessantes ainda são os diálogos que mostram desde o princípio as diferenças ideológicas de ambos – incluindo as cenas no qual ele incentiva Raven a assumir sua aparência como Mística e deixar a máscara humana para trás.</p>
<p>O elenco coadjuvante não deixa nada a desejar, começando por <strong>Kevin Bacon</strong>, que exprime em Shaw (em polonês, alemão, inglês…) um homem frio e calculista, que ambiciona mais poder, é claro, mas com motivos bem fundamentados. A escolha de<strong> Jennifer Lawrence</strong> como a jovem Mística foi também acertada, já que a garota facilmente oscila entre a dúvida de ser uma mutante e aparentar uma humana.</p>
<p>Confesso que, quanto mais assistia, mais gostava. Peço desculpas se deixei escapar spoilers alarmantes, mas a excelente concepção do longa não permitia menos do que isso. Os fãs possessivos (como bem caracterizou nosso amigo <a href="http://b33p.me/post/crise-nos-limitados-mercados/">Marcelo Sarsur</a>) podem se irritar com alguma coisa ou outra, mas é inegável que Vaughn acertou tanto na direção quanto na trilha sonora, fotografia, humor dos diálogos nas horas certas e – o mais importante de tudo – provando que é possível conceber um uniforme amarelo bonito.</p>
<p><strong>Titulo Original:</strong> X-Men: First Class<br />
<strong>Direção:</strong> Matthew Vaughn<br />
<strong>Gênero:</strong> Aventura<br />
<strong>Ano de Lançamento (EUA):</strong> 2011<br />
<strong>Roteiro:</strong> Jane Goldman, Jamie Moss Ashley Miller, Zack Stentz e Josh Schwartz, baseados no argumento de Bryan Singer<br />
<strong>Trilha Sonora:</strong> Henry Jackman<br />
<strong>Fotografia:</strong> Ben Davis<br />
<strong>Tempo de Duração:</strong> 132 minutos<br />
<strong>Com:</strong> James McAvoy (professor Charles Xavier), Michael Fassbender (Erik Lensherr/Magneto), Kevin Bacon (Sebastian Shaw), January Jones (Emma Frost/Rainha Branca), Jason Flemyng (Azazel), Álex González (Janos Quested/Maré Selvagem), Jennifer Lawrence (Raven Darkholme/Mística), Oliver Platt (agente da CIA), Nicholas Hoult (Dr. Hank McCoy/Fera), Caleb Landry Jones (Sean Cassidy/Banshee), Lucas Till (Alex Summers/Destrutor), Edi Gathegi (Armando Muñoz/Darwin), Rose Byrne (Moira McTaggert), Zöe Kravitz (Angel Salvadore), Morgan Lily (Raven pequena), Bill Milner (Erik pequeno).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://projetor.wordpress.com/2011/06/06/x-men-primeira-classe/"><img src="http://img.youtube.com/vi/14QG6Brcy-E/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/projetor.wordpress.com/810/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/projetor.wordpress.com/810/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=projetor.wordpress.com&amp;blog=11001715&amp;post=810&amp;subd=projetor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://projetor.wordpress.com/2011/06/06/x-men-primeira-classe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/0e05f047b65a45884d3cab69fa9821d6?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mairagiosa</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://projetor.files.wordpress.com/2011/06/x-men-first-class-movie-poster-high-res.jpg?w=207" medium="image">
			<media:title type="html">x-men-first-class-movie-poster-high-res</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
