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O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

junho 5, 2009

Graciosidade francesa

Primeiro filme de sucesso de Jeunet revela o lado romântico de Audrey Tautou e as belezas e encantos de Paris

NOTA: 10

Este é considerado um dos filmes “cults” mais assistidos dos últimos anos. Sucesso imediato desde o momento de seu lançamento, a história da ingênua Amélie Poulain virou referência no cinema francês e Audrey Tautou deslanchou sua carreira. Eu o assisti no cinema, em 2001, e tinha apenas 15 anos.

Fácil e inteligível por todas as idades, logo o filme virou febre, e Amélie, modelo a ser seguido. A moreninha de cabelos curtinhos e pretos que se veste de maneira excêntrica e particular, apaixonada pelas coisas simples da vida e em busca de um amor – ainda que não soubesse disso – se transformou em um retrato das próprias meninas que procuravam uma identidade.

As excluídas, rejeitadas, diferentes se sentiram especiais. Um exemplo clássico de como o entretenimento influencia de maneira tão direta na sociedade. Quase sem me lembrar da obra – sendo sincera – e com aversão à apropriação da imagem da protagonista pelos pseudocults da minha idade, decidi que estava na hora de uma segunda revisão. Eu me lembrava vagamente que tinha gostado do filme, e demorei para ter vontade de descobrir porque tamanha euforia com tudo que se relaciona a ele. Então finalmente assisti.

Foi totalmente inesperado, em uma noite que a televisão não estava planejada – com TCC e trabalhos afins a fazer.

Sentei-me no sofá e, quase no mesmo minuto, o filme começou. Sorte, predestinação, coincidência, chamem do que quiser. O fato é que me apaixonei. E isso basta. Um filme satisfaz quando emociona, toca, cativa, faz chorar ou rir escancarado, ou mesmo quando não conseguimos desfazer o sorriso. Este é o caso de Amélie. Uma história que, em si, não tem nada demais. É uma garota calada, solitária que, ao invés de se preocupar com sua própria vida, gosta de resolver a dos outros. Chegaria a ser irritante, não fosse tão universal.

Amélie ignora sua própria condição para ajudar os outros, e é isso que a faz realmente feliz. Sua paixão quase platônica pelo rapaz do álbum de fotografias e a maneira como joga tão ingenuamente com ele são fantásticas. Porque se trata de uma histórinha de contos-de-fadas, e Amélie é a princesinha, a cinderela. Até que, por toda sorte de reviravoltas, ela acha seu príncipe encantado. Então quer dizer que não é para meninos? Ora, quem disse que conto-de-fadas é só pras meninas? Muito pelo contrário. O filme trata de tristezas, amores, raivas, frustrações e relações universais. Até de orgasmos – sim, a famosa cena dos 15 orgasmos “múltiplos”.

Difícil falar de um filme que toca mais fundo que o esperado. Bonita, empolgante, curiosa, alegre, colorida. Amélie Poulain foi o reencontro feliz de um filme que ficou perdido na minha memória por muito tempo. Não mais.

Título Original: Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Gênero: ComédiaAno de Lançamento (França): 2001
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet
Trilha Sonora: Yann Tiersen
Fotografia: Bruno Delbonnel
Tempo de Duração: 120 minutos
Com: Audrey Tautou (Amélie Poulain), Mathieu Kassovitz (Nino Quincampoix), Yolande Moreau (Madeleine Wallace), Artus de Penguern (Hipolito), Urbain Cancelier (Collignon) e Maurice Bénichou (Dominique Bretodeau).

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