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Branca de Neve e Os Sete Anões

setembro 16, 2009

Bonequinha de neve

Relançamento em Blu-ray de um dos maiores clássicos da Disney, A Branca de Neve e Os Sete Anões tem músicas e imagens melhoradas

NOTA: 9,5

Quando pequena, eu era viciada em todos os desenhos feitos pela Disney. Tinha a fita da maioria e assistia pelo menos uma vez por dia a algum deles. Havia alguns, entretanto, que não figuravam entre os meus favoritos e acabaram de fora dos top 5. Bambi, Branca de Neve e Os Sete Anões e A Dama e o Vagabundo eram algumas das (poucas) animações que eu simplesmente não conseguia passar da metade. O meu negócio, admito, era com princesas.

Sim, eu sei que Branca de Neve é uma princesinha que vive sob o jugo da malvada madrasta e rainha. Mas alguma coisa na história simplesmente não me cativava. Por conta do traço do desenho mais antigo, a história mais curta e menos “viva”, não me emocionava muito.

O tempo passa e muda nossas cabeças, felizmente. Com o relançamento do clássico remasterizado pela gigante, tive a oportunidade de relembrar, que digam o que digam, a Disney foi e continua sendo a maior patrocinadora de cérebros no gênero das animações (e se tornará ainda mais, com a recente compra da Marvel).

Primeiro longa-metragem animado do mundo, Branca de Neve e Os Sete Anões foi lançado em 1937 e levou três anos para ser concluído, além de ter ganhado um Oscar especial * o mais curioso, acompanhado de sete mini-estatuetas, em homenagem aos anões. A famigerada trilha sonora foi a primeira gravação feita para um filme, e também a primeira a ser usada para ajudar no andamento da história.

Acumulando muitos fatos curiosos nos seus arquivos, o desenho é uma recriação do conto-de-fadas homônimo dos irmãos alemães Grimm. Se em minha infância não fui muito ligada à estória, a remasterização com imagem e som renovados veio para me provar que clássicos são clássicos, e que Branca de Neve e Os Sete Anões será sempre um filme agradável de assistir, um não importa a época ou a idade.

Título Original: Snow White and the Seven Dwarfs
Direção: David Hand
Gênero: Animação
Ano de Lançamento (EUA): 1937
Roteiro: Dorothy Ann Blank, Richard Creedon, Merrill De Maris, Otto Englander, Earl Hurd, Dick Rickard, Ted Sears e Webb Smith, baseado em estória de Jacob Ludwig Carl Grimm e Wilhelm Carl Grimm
Trilha Sonora: Frank Churchill, Leigh Harline, Paul J. Smith e Larry Morey
Fotografia: Maxwell Morgan
Direção de Arte: Ken Anderson, Tom Codrick, Hugh Hennesy, John Hubley, Harold Miles, Kendall O’Connor, Charles Philippi, Hazel Sewell, Terrell Stapp, McLaren Stewart e Gustaf Tenngre
Tempo de Duração: 83 minutos
Com: Adriana Caselotti (Branca de Neve), Harry Stockwell (Príncipe), Lucille La Verne (Rainha Má), Moroni Olsen (Espelho mágico), Billy Gilbert (Atchim), Pinto Colvig (Soneca / Zangado), Otis Harlan (Feliz), Scotty Mattraw (Dengoso), Roy Atwell (Mestre), Stuart Buchanan (Caçador).

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P.S. Eu Te Amo

setembro 10, 2009

O amor nunca morre

Com beleza e delicadeza, filme mostra a recomposição de uma mulher após a morte de seu grande amor

NOTA: 9

Comédia romântica é aquele drama: os Estados Unidos são exportadores infindáveis desse gênero que parece inesgotável. No meio da enxurrada de águas-com-açúcar que recebemos todos os meses – alguns que ainda ganham as telonas e outros que, coitados, saem direto para os catálogos – fica realmente difícil acreditar quando um destes é realmente bom.

Quando é assim (e na maioria dos casos de filmes, digamos, “duvidosos”), eu gosto de ouvir diversas opiniões antes de me convencer que vale realmente perder um tempo. Neste caso, alguém já havia me falado que P.S. Eu te Amo era bom, mas não dei muito crédito.

Por fim, com uma segunda opinião favorável, decidi me arriscar. Ainda bem que a vida é feita destes pequenos riscos! É claro que assistir um filme ruim não tem nada de arriscado – a não ser ficar com aquela horrível sensação de perda de tempo e desgosto. Mas assistir um filme bom, ah, faz toda a diferença!

Holly e Gerry são um casal jovem, recém-casado, que leva uma vida normal e feliz. A vida de Holly muda com a morte prematura do marido por conta de uma doença, e ela se vê obrigada a seguir em frente contra sua vontade. A reviravolta ocorre nos vinte primeiros minutos, e expõe logo de cara as fraquezas da protagonista, fazendo-nos imediatamente abandonar o espírito alegre com o qual havíamos começado.

Passado o momento de comoção e choro (dela e nosso também), acompanhamos a vida da moça mergulhando em festas, no álcool e na depressão enquanto tenta superar sua perda. Após obviamente fracassar, as amigas de Holly vêm ao seu auxílio e tentam em vão reanimá-la. Até que sua mãe lhe entrega uma carta escrita por Gerry já no hospital.

É a primeira de muitas que Holly recebe ao longo das semanas, incentivando-a a seguir em frente, conhecer novas pessoas, superar os traumas e dramas da sua vida e arriscar novos projetos. O longa entremeia flashbacks dos momentos bons e ruins – até mesmo cômicos – da vida que Gerry e Holly tinham juntos desde o momento em que se conheceram. Assim, a própria jovem descobre a maneira de se reerguer enquanto acompanhamos ela no processo de amadurecimento e esquecimento.

Paralelamente vemos a história das amigas que a seguem nesta jornada e suas próprias tentativas de encontrar um par. E mesmo quando nestes momentos tudo poderia soar clichê, as piadinhas e a descontração das meninas – especialmente em uma cena com Lisa Kudrow no bar – quebra o gelo e a estranheza que o clichê causaria.

Uma belíssima história de perda e superação, e também de amor, uma vez que Gerry era o “marido perfeito” – ainda que Holly se recusasse a ver isto em alguns momentos e até fosse “a chata” do relacionamento – ambos os personagens muito bem interpretados por Hilary Swank e Gerard Butler. Swank, que já se mostrou uma atriz excelente, nos presenteia novamente com sua boa atuação; já Butler vem angariando pontos positivos em torno de si – mesmo levando seus papéis para o lado mais cômico – se mostra muito seguro no papel de rapaz-para-casar e apaixonado pela esposa (o que para as mulheres é um deleite especial), com seu irresistível sotaque escocês.

Não é o típico filme de comédia romântica norte-americana, apesar de ter seus momentos graciosos. Este vale a pena! Aproveite o lançamento em DVD Blu-ray para assistir com altíssima definição os momentos de ternura do casal e as belas paisagens irlandesas.

Título Original: P.S. I Love You
Direção: Richard LaGravanese
Gênero: Romance
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Roteiro: Steven Rogers e Richard LaGravanese, baseado em livro de Cecelia Ahern
Trilha Sonora: John Powell
Fotografia: Terry Stacey
Tempo de duração: 126 minutos
Com: Hilary Swank (Holly Kennedy), Gerard Butler (Gerry Kennedy), Lisa Kudrow (Denise Hennessey), Gina Gershon (Sharon McCarthy), James Marsters (John McCarthy), Harry Connick Jr. (Daniel Connelly), Nellie McKay (Ciara), Dean Winters (Tom), Anne Kent (Rose Kennedy), Brian McGrath (Martin Kennedy), Sherie Rene Scott (Barbara), Susan Blackwell (Vicky), Kathy Bates (Patricia Rawley) e Jeffrey Dean Morgan (William “Billy” Gallagher).