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Oscar 2010

março 8, 2010
Os finalmentes 

Surpresas, fiascos, acertos e algumas alfinetadas no maior evento de Hollywood

Como todos já devem ter reparado, este é um blog de críticas de cinema, que analisa filmes antigos e novos, carreiras de atores e diretores dentre outras coisas. O Oscar é, feliz ou infelizmente, o grande evento do ano que coroa as nossas expectativas a respeito do que é bom ou não, ou do que merece ser premiado.

 

Nós, espectadores, infelizmente não temos participação ou influência alguma nos resultados finais da Academia. Pois se tivéssemos, alguns troféus que foram entregues ontem à noite no Kodak Teather teriam sido trocados de mãos.

Este post é meramente ilustrativo, somente para comentar o fiasco que a cada ano o Oscar tem se mostrado ser. Este ano, por mais que muita gente boa estivesse na lista de concorrentes, nunca estive tão desanimada para com os resultados. Excluindo toda a breguice típica do evento, confesso que estava torcendo para três longas, e dois deles foram eleitos. E da seleção de atores, somente um deles correspondeu àquilo que eu esperava. Comentarei a seguir somente as categorias principais.

O austríaco Christopher Waltz foi o primeiro dos vencedores que eu queria ver, vencedor de “Melhor Ator Coadjuvante” pelo excelente papel do Bastardos Inglórios de Tarantino. Ele já era favorito pela crítica, mas teve sua recompensa merecida. O vencedor da categoria seguinte foi Up, por “Melhor Animação”, o que não foi nenhuma surpresa, uma vez que também era favorito de crítica e público.

A grande revelação da noite foi a quantidade de Oscars que Guerra ao Terror ganhou 6 de 9 estatuetas, superando o favorito Avatar. O filme de Kathryn Bigelow levou as estatuetas de “Melhor Roteiro Original”, “Melhor Edição de Som”, “Melhor Mixagem de Som”, “Melhor Edição/Montagem”, “Melhor Direção” (feito histórico em 82 anos de premiação, pois ela foi a primeira mulher a vencer) e “Melhor Filme” – este último, sim, foi a maior surpresa!

Apesar de não achar que Avatar merecia levar o grande prêmio da noite, é sem dúvida um choque tanto para James Cameron quanto para todos que acreditaram (assim como eu) que a revolução tecnológica do longa seria capaz de mudar a mente da Academia. Ledo engano. 

Algumas boas notícias: prêmio de “Melhor Atriz Coadjuvante” para Mo’Nique de Precious, “Melhor Trilha Sonora” para Up e, sem dúvida a melhor notícia de todas, “Melhor Filme Estrangeiro” para O Segredo dos Seus Olhos. Vibrei! As obviedades: “Melhor Direção de Arte”, “Melhor Fotografia” e “Melhores Efeitos Visuais” para Avatar – o que, convenhamos, não faria sentido algum se não ganhasse.

O Oscar de “Melhor Ator” para Jeff Bridges por Coração Louco me foi indiferente – justamente por ainda não ter visto o filme -, apesar de achar justo, uma vez que ele é um ótimo ator, com carreira de peso. O único absurdo da noite realmente foi o prêmio de “Melhor Atriz” para Sandra Bullock. Apesar de ser favorita, não podemos jamais esquecer que ela é a Miss Simpatia, a mocinha de Velocidade Máxima e outros fiascos. É equivalente a dar um Oscar para Adam Sandler – oi, isso jamais deveria acontecer.

Um parêntesis sobre o meu desgosto com Sandra Bullock. Ela é antipática, falsa. Pode até trabalhar direitinho – mas isso não significa de modo algum que ela é uma atriz de peso. A consideração final resume bem: ela foi a primeira pessoa a ganhar (e receber!) o Framboesa de “Pior Atriz” e o Oscar de “Melhor Atriz”. Contradição?!

Sim, eu sei que a Academia precisa de rotatividade entre os vencedores – senão, nada mais justo do que premiar Al Pacino a cada produção que ele participasse. Mas Sandra Bullock? Definitivamente. É evidente que a atriz que mais merecia vencer, nunca iria: Gabourey Sidibe, por Precious. Mas sei que isso já é esperar muito de Hollywood.