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X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

fevereiro 22, 2016

x_men__days_of_future_past___poster__update__by_superdude001-d6sbixcNOTA: 10

Revisitando o mundo criado por Matthew Vaughn em X-Men: Primeira Classe – e que já havia sido explorado na trilogia sobre os mutantes –, o diretor Bryan Singer novamente pega a batuta do projeto para dar continuidade à história de Erik Lensherr e Charles Xavier em seu recrutamento de jovens com mutações genéticas.

No entanto, Dias de Um Futuro Esquecido funciona como continuação e prequela dos longas originais, já que traz os atores também originais nos papeis de Magneto e Xavier (Ian McKellen e Patrick Stewart, respectivamente). A narrativa está situada em um futuro pós-apocalíptico, no qual os mutantes lutam pela sobrevivência em um mundo que não permite sua existência. Eles são cassados e exterminados pelas aterrorizantes Sentinelas, espécie de robôs ultramodernos capazes de detectar a presença dos mutantes e absorver os poderes de seus inimigos.

Uma improvável união entre os senhores Magneto e Xavier – então desesperados para salvar os mutantes que ainda resistem –, usa os poderes de Kitty Pride para enviar Wolverine ao passado para impedir que a então jovem Mística assassine o empresário Bolivar Trask – cuja morte incentivaria a criação das Sentinelas.

Para conseguir, Wolverine deve encontrar as versões jovens de Magneto e Xavier, protagonizadas, como antes, por Michael Fassbender e James McAvoy. Retornando, portanto, aos incidentes ocorridos após Primeira Classe, encontramos a equipe de Xavier dispersa, tentando lidar com as próprias mutações, usando soros e tomando medidas para que parecessem “normais”.

Sem jamais deixar que o público se sinta traído por trazer novamente figuras como a de Tempestade, o roteiro de Simon Kinberg é astuto o suficiente para também introduzir personagens novos (como Mercúrio) e de conduzir a história de maneira eficaz. Assim, conforme o clímax da trama se aproxima, vemos os personagens do passado lidando com versões diferentes de seus inimigos do futuro, o que aumenta nossa sensação de urgência.

Contando com cenas de ação de tirar o fôlego, os personagens se movem em câmera de maneira fluida: nenhuma cena dá dor de cabeça, e sempre sabemos quem está fazendo o quê. Singer também confere personalidade a cada herói, mostrando, nas batalhas do futuro, uma química especial entre aqueles sobreviventes, já que a agilidade com que lutam e a mescla de poderes nos faz supor que aqueles personagens já travaram centenas de batalhas contra as Sentinelas – e perderam todas.

A fotografia de Newton Thomas Sigel – cujo ápice é o estádio de futebol “fora de lugar” – também merece destaque, bem como o senso de humor. Com gags pontuais que diluem momentaneamente a tensão, o riso é provocado por acrescentar detalhes não-humanos a fatos reais, como a bala curva que matou Kennedy e até mesmo a já famosa cena em “stop-motion” de Mercúrio.

Ao mesmo tempo, o filme conta com um elenco de peso, que sempre encontra uma brecha para explorar novas facetas de seus já tão conhecidos personagens – especialmente Hugh Jackman, que aparece mais do que familiarizado com Wolverine, mas nunca a ponto de ser monótono. Ao mesmo tempo em que contrastamos a magnitude das Sentinelas, que deixam Magneto e Xavier vulneráveis e até mesmo frágeis, encontramos esses mesmos personagens em suas versões jovens e infinitamente poderosos. Se o Xavier de McAvoy consegue encontrar e levar equilíbrio aos demais, o Magneto de Fassbender é imprevisível, explosivo e ameaçador.

O elenco coadjuvante, composto por Jennifer Lawrence como Mística e o ótimo Peter Dinklage como Trask, colaboram para trazer peso emocional e profundidade aos respectivos personagens, levando-nos a realmente acreditar que, por mais absurda que sejam as ações daquelas pessoas, há sempre uma razão ou um conflito interno que os guiam.

Assim, o longa de Singer se firma como um dos melhores filmes do gênero de todos os tempos, superando a Marvel em todos os quesitos, e até mesmo algumas produções do ano de seu lançamento. Servindo também como gatilho para o último filme da trilogia, Dias de Um Futuro Esquecido dificilmente o será, com o perdão do trocadilho.

Título Original: X-Men: Days of Future Past
Direção: Bryan Singer
Gênero: Ação, aventura, ficção-científica
Ano de Lançamento (EUA): 2014
Roteiro: Simon Kinberg
Trilha Sonora: John Ottman
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Tempo de Duração: 132 minutos
Com: Hugh Jackman (Logan/Wolverine), James McAvoy (Charles Xavier jovem), Michael Fassbender (Erik Lensherr/Magneto jovem), Jennifer Lawrence (Raven Darkholme/Mística), Halle Berry (Tempestade), Nicholas Hoult (Dr. Hank McCoy/Fera), Anna Paquin (Vampira), Ellen Page (Kitty Pride), Peter Dinklage (Dr. Bolivar Trask), Shawn Ashmore (Bobby/Homem de Gelo), Omar Sy (Bispo), Evan Peters (Peter/Mercúrio), Josh Helman (Major Bill Stryker), Daniel Cudmore (Colosso), Bingbing Fan (Blink), Adan Canto (Sunspot), Booboo Stewart (Warpath), Ian McKellen (Magneto velho), Patrick Stewart (Charles Xavier velho), Famke Janssen (Jean Grey), James Marsden (Scott Summers/Ciclope), Lucas Till (Havok), Evan Jonigkeit (Toad).

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O Hobbit: A Desolação de Smaug

janeiro 23, 2014

20131124-1-copia-2NOTA: 9

A segunda parte da história de Bilbo Bolseiro estreou mês passado e, como toda continuação, teve a intenção de adiantar a história em direção a um desfecho épico – ou seria só a intenção do diretor, Peter Jackson? Seja como for, O Hobbit – A Desolação de Smaug supera a primeira parte em alguns pontos. O primeiro deles é no próprio roteiro que, embora tenha sua dose de problemas, é muito mais divertido e dinâmico, deixando espaço para apreciarmos alguns detalhes que haviam passado em branco na primeira projeção – o que também funciona no sentido oposto, evidenciando alguns absurdos de conteúdo. Por exemplo, grande parte das cenas de ação são mais bem trabalhadas, desde a entrada na casa de Beorn até a cena final com o dragão. Entretanto, e apesar de todos os esforços do cineasta, o 3D é muito mal empregado, provacando mal-estar no espectador nas cenas de maior movimentação.

De qualquer maneira, é curioso observar como Jackson se preocupou em ressaltar a natureza de cada raça, o que não havia acontecido em O Senhor dos Aneis. Aqui, os orcs não falam sequer uma palavra da “língua comum”, o que é a mesmo tempo curioso e tem um efeito de contextualização ótimo – se naquela época Sauron, que usava a língua comum, ainda não estava forte, não faria sentido seus servos serem habituais a ela. O que bate de frente com outro tema que abordo mais adiante.

Não preciso dizer que meus personagens favoritos são Gandalf e Bilbo – cuja dinâmica entre os atores Sir Ian McKellen e Martin Freeman se faz notar em cada cena. Suas atuações conferem grandeza e complexidade. O dragão Smaug é o elemento mais esperado de todo o filme, e não decepciona. Seu design é condizente com o de um monstro tolkieniano, e sua “atuação” pela voz e espírito de Benedict Cumberbatch – que também faz a aterrorizante voz do Necromante – é o ponto alto do filme.

Outra figura que os fãs desejavam muito ver é o homem-urso Beorn, que também se mostra interessante – embora nem de longe demonstre o perigo que Gandalf anuncia antes de invadir sua casa. Posso escalar aqui sem pestanejar minhas três cenas preferidas: a toca das aranhas, a fuga pelo rio e a conversa de Bilbo com Smaug – e, novamente, cada uma dessas sequências tem sua parcela de problemas. Na primeira, pude me dar conta do design de som, feito de maneira idêntica à trilogia do Anel, o que deixa o filme um pouco óbvio.

A cena em que Bilbo e os anões conseguem fugir dentro de barris é engraçada e muito bem bolada. Porém, como dito acima, a ação é bastante prejudicada pelo 3D. Tanto que em determinado momento não sabemos se os personagens que vemos são elfos ou orcs – e só essa comparação já dá a dimensão do problema. E, enquanto a cena de Bilbo com Smaug é inspirada, verossímil e, ainda assim, totalmente coincidente com o livro, o que se passa depois em Erebor – e na própria Esgaroth – me pareceu bastante absurdo, para dizer o mínimo.

Talvez a maior dificuldade da projeção seja manter-se coerente. A partir do momento em que os personagens chegam à Cidade do Lago, o filme fica algo maçante, já que é aí onde se concentra a maior quantidade de problemas dessa continuação. A começar pela tensão desnecessária que Jackson e os roteiristas parecem fazer questão de criar a cada minuto. Quando chegam diante da porta de Erebor (a escada, por sinal, tem um conceito incrível) os anões e Bilbo perdem a última luz do Dia de Dúrin. Analisemos:

1) Por que diabos eles abandonam quatro anões para trás? Isso não faz o menor sentido – nem mesmo para justificar o que acontecerá com eles na sequência; 2) Contrariando toda a caracterização que o cineasta havia feito na trilogia anterior, Thorin (o pior herói de todos os tempos, mas isso fica para o último filme), os anões desistem de buscar a entrada para a Montanha Solitária. E aquela história de que eles são cabeças-duras e extremamente teimosos? Para contextualizar, cito o próprio filme: “você não aprendeu nada com a teimosia dos anões?” 3) Para que a tensão desnecessária de quase perder a chave – e, em outro momento, vemos Bilbo quase perdendo o Anel – se todos sabemos que eles vão entrar – e que o Anel não é perdido? E, finalmente, 4) Os anões não viram, no capítulo anterior, que Elrond leu o mapa sob a luz da lua porque estava escrito em mithril? Não seria excessivamente óbvio supor que a porta também estaria desenhada em mithril? Aparentemente não.

Agora, chegando à questão principal (e ainda sobre os anões): como (deus, como?!) Peter Jackson inclui um romance entre Kili e Tauriel? Um anão e uma elfa. Como? Por quê? Qual o fundamento disso? Além de ser os 20 minutos a mais que sobram no filme, não há, em toda a mitologia de Tolkien, qualquer informação que embase essa decisão. É fato conhecido na Terra-Média que elfos e anões se odeiam, e que esse ódio finalmente termina com a amizade entre Legolas e Gimli. Se, ao invés disso, ele tivesse colocado um romance entre Legolas e Tauriel, seria ruim, mas seria, ao menos, mais justificável. Isso não tem defesa – e ele ainda deu toques de Arwen, quando ela curou Frodo depois de levar a facada do Rei Bruxo, com luzinha santa e tudo o mais! Ah, não, Peter!

Há alguns problemas indissociáveis de O Hobbit 2. Problemas que, provavelmente, serão repetidos – e aqui estou pensando no terrível desfecho que Jackson bolou para o romance “proibido” – e poderão se agigantar conforme nos aproximamos do fim. Só posso esperar que o diretor não seja tão megalômano a ponto de achar que deve incluir sua marca registrada a cada take, e que se preocupe em desenvolver a complexa história que aguarda a última parte, Lá e de Volta Outra Vez, para ser lançada em dezembro desse ano. Ele não terá outra oportunidade.

Título Original: The Hobbit – The Desolation of Smaug
Direção: Peter Jackson
Gênero: Aventura, fantasia
Ano de Lançamento (EUA/Nova Zelândia): 2013
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro
Trilha sonora: Howard Shore
Fotografia: Andrew Lesnie
Tempo de duração: 161 minutos
Com: Martin Freeman (Bilbo Bolseiro), Ian McKellen (Gandlalf), Richard Armitage (Thorin Escudo de Carvalho), Ken Stott (Balin), Graham McTavish (Dwalin), William Kircher (Bifur), James Nesbitt (Bofur), Stephen Hunter (Bombur), Dean O’Gorman (Fili), Aidan Turner (Kili), John Callen (Óin), Peter Hambleton (Glóin), Jed Brophy (Nori), Mark Hadlow (Dori), Orlando Bloom (Legolas), Evangeline Lilly (Tauriel), Lee Pace (Thranduil), Cate Blanchett (Galadriel), Benedict Cumberbatch (Necromante/Smaug), Mikael Persbrandt (Beorn), Sylvester McCoy (Radagast), Luke Evans (Bard/Girion), Stephen Fry (senhor da Cidade do Lago), Ryan Gage (Alfrid), Manu Bennett (Azog) e Lawrence Makoare (Bolg).

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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

janeiro 14, 2013

The_Hobbit_An_Unexpected_Journey_poster_Hobbits_749x1109As aventuras de Jackson*

Quase dez anos depois do lançamento de O Retorno do Rei, o diretor Peter Jackson retorna ao mundo da Terra-média

NOTA: 8,5

Para os fãs do escritor sul-africano J. R. R. Tolkien, Peter Jackson já é quase parte da família. Hábil ao levar às telas com confiança o clássico O Senhor dos Aneis, o diretor não só ganhou o respeito dos admiradores do livro, como criou um novo mundo de possibilidades – para quem já assistiu ao filme e resolveu ler o livro depois, impossível imaginar paisagens e personagens diferentes daqueles retratados no cinema. Quando anunciou o lançamento de O Hobbit, foi como se todos os sonhos dos fãs (ou quase todos) se tornassem realidade.

Após assistir duas vezes ao longa no cinema em 48 quadros por segundo (o polêmico fpr), só posso dizer que, apesar de ter gostado muito, fiquei decepcionada. Não pela qualidade da película, extremamente realista e bem feita, ou ainda pelas paisagens estonteantes, transformando definitivamente a Nova Zelândia na Terra-média da vida real. Me desapontei pois estava esperando algo totalmente diferente, tanto quanto uma história é diferente da outra. O mundo é, sim, o mesmo, e entendo as analogias que foram feitas para o espectador poder fazer o paralelo entre uma e outra trilogia. O que não esperava, contudo, era a repetição de algumas situações e até mesmo da (pasmem!) trilha sonora, que em determinados momentos é idêntica àquela do Senhor dos Aneis.

Considerando que conheço essa trilha de trás pra frente, quando ouvi as mesmas notas que se referiam a um determinado momento da trilogia anterior sendo utilizada em um contexto totalmente distinto – no caso, quando Thorin decide atacar Azog é o mesmo tema musical de quando Frodo é esfaqueado no Topo do Vento – senti uma ponta de tristeza que talvez não se dissolva com os filmes que vêm a seguir.

Para aqueles que estão familiarizados com a obra de Tolkien, sabem que o que acontece com a narrativa de Bilbo Bolseiro pouco tem a ver com o desenrolar da historia de seu sobrinho Frodo, 60 anos depois do achado do Anel. Mais uma vez, entendo que foram necessárias alterações para linkar ambas as histórias, mas confesso que esperava por algo novo e com cheiro de saído do forno. A sensação que me deixou foi como se este fosse um quarto filme da trilogia anterior. De certa maneira, é.

Mas é preciso ressaltar que isso não faz com que eu desgoste ou odeie o filme. Pelo contrário. As cenas de ação são ótimas, as paisagens, deslumbrantes, e a aventura diverte até os momentos finais. Infelizmente, alguns dos melhores momentos do filme são aqueles que não aparecem no livro: as cenas da destruição de Valle e Erebor, a chegada do dragão e as batalhas dos anões contra os orcs em Moria. E por mais interessantes que sejam essas passagens, elas pouco têm a ver com a história em si.

A narrativa tornou-se fragmentada, intercalando cenas de profundidade psicológica, que finalmente explicavam mais dos seus personagens (em especial Thorin Escudo-de-Carvalho), com um perigo atrás do outro. Tornaram um livro de narrativa leve e quase infantil em uma história séria e com carga dramática que na realidade não existe. A relação de Bilbo com Thorin ao final é patética e forçada. As atuações se salvam porque, afinal de contas, Jackson é um bom diretor e sabe conduzir seus atores. É difícil destacar, contudo, qual a melhor atuação, uma vez que só conseguimos nos lembrar do nome de três personagens novos ao fim da projeção: Thorin, Radagast e, claro, o próprio Bilbo – que se saem muito bem com aquilo que lhes foi dado.

Atuações como a de Ian McKellen ou Hugo Weaving são sempre prazerosas de se assistir, e seus personagens se destacam entre quaisquer em cena. Já Cate Blanchett transformou Galadriel numa estátua. Ela mal se move e, quando o faz, parece que está levitando sobre uma plataforma. Sei que isso seria uma “característica dos elfos”, mas não me convenceu. A cena do Conselho Branco é, apesar de tantos talentos reunidos, um pouco constrangedora.

O ponto alto do filme, sem dúvida alguma, a aparição de Andy Serkis como Gollum. Totalmente à vontade na pele do anti-herói, a cena da charada em sua caverna escura é tocante. Aliando a ingenuidade e a vilania do personagem, Serkis confere ainda mais àquele que já conhecíamos tão bem. Angustiante, sofremos com a ânsia de Bilbo, e compreendemos por que, apesar de trapacear, aquela parecia a coisa certa a ser feita. O momento no qual ele poupa a vida da criatura (sem que ela sequer imagine) e salta por cima dela é magnífica.

Mas, no fim, a impressão é que Peter Jackson enfim cedeu às tentações de Hollywood para ganhar rios de dinheiro, fazendo três filmes de um único livro – isso era totalmente compreensível no caso de O Senhor dos Aneis, uma narrativa muito mais complexa que esta. Para o caso aqui tratado, realmente não faz sentido. Não há história suficiente para preencher três filmes, mesmo que ele vasculhe nos relatos mais obscuros das History of Middle-Earth – o compêndio de 12 livros publicado por Christopher Tolkien. São personagens que, mesmo no livro, não têm muita personalidade; alguns mal são citados e parecem estar lá para fazer número. A narrativa consta em andar, cair em uma armadilha, correr perigo, ser salvos por Gandalf – até o ato final quando chegam enfim à montanha e Bilbo pode mostrar seu valor.

Certamente os dois próximos longas darão mais atenção aos anões, pois haverá tempo de sobra para explorar cada um. As viagens de Gandalf, seu contato com Aragorn, a caça a Gollum… tudo estará lá, bem explicadinho. Fico feliz em saber que posso ver essas coisas no cinema, é algo que agrada aos fãs. Não posso dizer, contudo, que este filme tenha a mesma qualidade que os anteriores da mitologia tolkieniana.

*Antes que alguém diga que eu não conheço a obra, é bom mencionar que já li todos os livros de Tolkien muito mais de uma vez.

Titulo Original: The Hobbit – An Unexpected Journey
Direção: Peter Jackson
Gênero: Aventura
Ano de Lançamento (EUA/Nova Zelândia): 2012
Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro
Trilha sonora: Howard Shore
Fotografia: Andrew Lesnie
Tempo de Duração: 169 minutos
Com: Ian McKellen (Gandalf), Martin Freeman (Bilbo Bolseiro), Richard Armitage (Thorin Escudo-de-Carvalho), Ken Scott (Balin), Graham McTavish (Dwalin), William Kircher (Bifur/ troll Tom), James Nesbitt (Bofur), Stephen Hunter (Bombur), Dean O’Gorman (Fili), Aidan Turner (Kili), John Callen (Óin), Peter Hambleton (Glóin/ troll William), Jed Brophy (Nori), Mark Hadlow (Dori/ troll Bert), Ian Holm (Bilbo velho), Elijad Wood (Frodo Bolseiro), Hugo Weaving (Elrond), Cate Blanchett (Galadriel), Christopher Lee (Saruman), Andy Serkis (Gollum), Sylvester McCoy (Radagast), Barry Humphries (Rei Goblin), Jeffrey Thomas (Thror), Michael Mizrahi (Thráin), Lee Pace (Thranduil), Manu Bennet (Azog), Bret McKenzie (Lindir).

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X-Men 3: O Confronto Final

junho 3, 2011

O fim de uma era

Com outro diretor, a saga dos X-Men tem continuidade com trama complexa e profunda, trazendo novos personagens e dilemas

NOTA: 9

Fechando o ciclo dos filmes dos mutantes, este X-Men 3 – O Confronto Final é um belo exemplo de como as sequências podem (e devem) se favorecer. Isso é, sem dúvida, um mérito do diretor Brett Ratner, que entrou no lugar de Bryan Singer (responsável pelos dois primeiros filmes) para concluir a saga dos mutantes. Entrelaçando os roteiros com bastante habilidade, Ratner aproveita o mote do último longa para criar uma nova trama e um conflito psicológico ainda maior para os heróis. Situando a trupe de Magneto não como a inimiga mas como o outro lado da moeda, o diretor cria mais pontos de conflito ideológico do que propriamente físico.

A história começa a partir do ponto em que fomos deixados no fim de X-Men 2 Unlimited – ou seja, com a suposta morte de Jean Grey para salvar os amigos. Mas não exatamente daí. Voltamos vinte anos no tempo, quando Erik e Charles foram juntos (talvez ainda como aliados) conhecer a pequena Jean, uma jovem assustada que não tinha total controle de seu poder telecinético. Nada de novo – já sabemos que Xavier recruta mutantes para sua escola de “superdotados”. Avançamos dez anos (ainda não chegamos ao tempo real do longa) e vemos o também jovem Warren Worthington III que, com medo de ser descoberto pelo pai, Warren II, se esforça para arrancar as enormes asas de anjo que sua mutação lhe dá, em uma cena que inspira pena e angústia.

Anos se passam e vemos que Warren II passou a vida financiando um projeto capaz de “curar” a mutação genética através dos incríveis poderes de um menino – que tem a capacidade de anular os poderes de outros mutantes que se aproximam dele (como na excelente cena em que Hank McCoy o visita e, por um momento, vislumbra sua pele “normal”) -, os cientistas criam um composto químico capaz de curar essas “anomalias”. Em outras palavras, uma arma biológica. É a premissa para a raça humana exterminar definitivamente os homo superiors. Ciente de que uma guerra se aproxima e de que os mutantes só precisam aceitar quem são para vencê-la, Magneto convoca a Irmandade e reúne um verdadeiro exército para sequestrar o garoto e acabar com os humanos.

Impelidos a impedir Magneto da guerra iminente, os X-Men devem lidar também com o ressurgimento de Jean como a Fênix – o alter ego da mutante classe 5 (ou nível ômega), dos mais poderosos do mundo e que foi suprimido durante toda sua vida graças à intervenção de Charles – e com as sombrias ações que culminariam na morte (em cenas extremamente fortes e tocantes) de dois personagens centrais e fundamentais para a escola de Xavier. O único capaz de controlar a situação é Wolverine, graças ao seu fator regenerativo. Obrigado a por fim no poder ilimitado de Jean, Logan é novamente colocado como um dos personagens centrais da trama – o que fica claro na belíssima cena final – “Você morreria por eles?”, pergunta Jean. “Não, não por eles. Por você”, responde ele.

Um personagem que neste filme aparece como secundário também busca o consolo de uma vida normal a partir da cura. Assim, seguindo a linha dos anteriores, Ratner aborda a questão de que os jovens, sejam eles como forem, buscam se encaixar na sociedade. O ponto crucial da história dos X-Men é e sempre foi, portanto, a aceitação. E essa é a premissa que norteou a direção com bastante coerência durante a produção dos três filmes. Poderíamos facilmente substituir “mutação genética” por homossexualismo, religião ou raça – e a cena em que Mística salva Magneto da cura é fascinante por isso (“Minha querida, você não é mais uma de nós”, diz ele ao abandoná-la).

Embora haja uma mudança dos quadrinhos ao cinema, os personagens certamente adaptados foram para responder às questões levantadas pela própria saga, e não somente para satisfazer os fãs mais ardorosos. E isto é, certamente, mais um mérito tanto do roteiro quanto da direção, que soube condensar os personagens e suas histórias – e não modificar – para dar-lhes novas formas e caras. A trilogia dos mutantes é um compêndio de diversas histórias, versões e personagens mas que, dentro de seu próprio universo (o cinematográfico), é extremamente coerente e coesa.

Essa premissa norteia até mesmo as cenas de ação que, mesmo entre tantos poderes sobrenaturais e magníficos, são realistas e verossímeis. Os efeitos especiais (excetuando um errinho ou outro), a fotografia (minha cena favorita é já no terceiro ato, quando Jean libera a Fênix e seu cabelo parece pegar fogo) e a trilha sonora são contidos e se encaixam de maneira orgânica na narrativa, conferindo o tom épico e triste que o fim da saga merecia. E, mesmo sabendo que essa franquia não vai ser retomada do ponto em que parou, Ratner faz questão de, como nos filmes anteriores, deixar nas cenas adicionais (após os créditos) uma promessa de que nem tudo tem um fim definitivo (uma ótima cena, inclusive).

Titulo Original: X-Men: The Last Stand
Direção: Brett Ratner
Gênero: Aventura
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Roteiro: Zak Penn e Simon Kinberg
Trilha Sonora: John Powell
Fotografia: James Muro e Philippe Rousselot
Tempo de Duração: 103 minutos
Com: Hugh Jackman (Logan/Wolverine), Patrick Stewart (professor Charles Xavier), Ian McKellen (Erik Lehnsherr/Magneto), Anna Paquin (Marie D’Acanto/Vampira), Famke Janssen (Jean Grey/Fênix), Halle Berry (Ororo Munroe/Tempestade), James Marsden (Scott Summers/Ciclope), Kelseu Grammer (Dr. Hank McCoy/Fera), Rebecca Romijn-Stamos (Raven Darkholme/Mística), Shawn Ashmore (Bobby Drake/Homem de Gelo), Ellen Page (Kitty Pride/Lince Negra), Ben Foster (Warren Worthington III/Anjo), Olivia Williams (Dra. Moira McTaggert), Vinnie Jones (Cain Marko/Fanático), Ken Leung (Maxwell Jordan / Quill), Daniel Cudmore (Peter Rasputin/Colossus), Aaron Stanford (John Allerdyce/Pyro), Shauna Kain (Theresa Rourke/Siryn), Mei Melançon (Elizabeth Braddock/Psylocke), Vince Murdocco (Ômega Vermelho), Michael Murphy (Warren Worthington, Sr.), Kea Wong (Jubilation Lee/Jubileu), Desiree Zurowski (Elaine Grey), Josef Sommer (Presidente dos EUA), Haley Ramm (Jean Grey pequena), Cayden Boyd (Warren Worthington III pequeno).

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X-Men 2

dezembro 10, 2010

A guerra continua

O segundo filme da saga X-Men é mais uma bem-sucedida adaptação dos quadrinhos para o cinema

NOTA: 8,5

Voltar alguns anos (não muitos) para falar da mesma tecnologia que temos hoje só que ainda não tão perfeita – ou dos roteiros de HQs ainda em evolução – é um exercício bastante curioso. Reassistir a trilogia dos heróis mais famosos da Marvel (me refiro a X-Men e suas sequências, X-Men 2 e X-Men 3 – Confronto Final) é analisar o início do gênero dos quadrinhos no cinema e perceber, embora isso não seja exatamente uma revelação, que a saga de Bryan Singer foi construída de maneira coerente com o mundo dos mutantes.

Obviamente adaptando algumas das histórias de seus personagens principais, Singer já tem êxito pelo simples fato de ter coesão com sua própria adaptação – que segue linha do tempo e respeita a noção de “sequência”, tomando o ponto de partida deste segundo filme justamente no final do primeiro – quando Erik foi preso em uma cadeia toda feita de plástico, para que fosse impedido de escapar.

Muito bem amarrada com o filme anterior, a história de X-Men 2 gira novamente em torno da briga entre mutantes e humanos, ainda mais acentuada pelo fato de que a natureza do verdadeiro inimigo é indefinida – uma vez que há mocinhos e bandidos de ambos os lados. O cientista militar Will Stryker é um dos que escolhe “lados”, mostrando claramente que deseja guerra contra os mutantes –e, mesmo assim, tem como assistente uma poderosa mutante com os mesmos poderes de Wolverine, incluindo gigantes unhas de adamantium. Tratando com delicadeza a complexidade de seus personagens, Singer constrói caráteres e sentimentos por vezes dúbios e subitamente voláteis, de modo que acompanhamos os pontos de clímax com verdadeira ansiedade.

Além dos mutantes que já conhecemos – Wolverine, Ciclpe, Tempestade, Jean Grey, Vampira e, claro, o professor Charles Xavier -, o diretor apresenta aqueles que formarão no futuro a verdadeira equipe dos X-Men. Curiosamente, ele o faz de maneira que o espectador desavisado jamais desconfie que “monstros” azuis e inicialmente hostis pudessem ser personagens cruciais para a escola de Xavier. Assim, vemos uma criatura invadindo a Casa Branca por meio do teletransporte (executado de maneira brilhante pela direção de arte) e realizando a desesperada e quase bem-sucedida tentativa de assassinar o Presidente dos EUA.

Esta criatura – um homem azul, com rabo, orelhas pontiagudas, dentes afiados, o corpo todo marcado e um rosto peculiarmente assustador – mostra-se uma pessoa muito católica. Quando o vemos na Igreja rezando fervorosamente, Singer põe mais uma vez por terra a ideia de que mutantes não são humanos – ou são incapazes de agir e sentir como tais. Essa ideia é curiosa pois os mutantes podem ser traduzidos como qualquer minoria (comunistas, muçulmanos, judeus, negros, só para ficar em alguns exemplos).

Enquanto isso, temos a história paralela de Wolverine (que se converteu no grande protagonista da série), que no filme anterior saíra para procurar respostas de seu passado que ele não se recorda. Costurando a história com muita maestria, o diretor já começa a dar mostras de que os poderes de Jean Grey estão ficando cada vez mais difíceis de controlar – o que sabemos ser o mote do último filme.

Há mais belíssimas cenas de ação e efeitos especiais, como as da sempre pragmática (e fabulosa) Mística e seus poderes imbatíveis, o Cérebro que permite a Xavier encontrar qualquer mutante em qualquer parte do mundo (extremamente fiel aos quadrinhos), a maravilhosa cena na qual Magneto consegue por fim escapar da prisão, e as angustiantes cenas de Jason, filho de Stryker, que tem o poder de invadir e manipular mentes.

Em busca de suas próprias verdades, Wolverine se depara com os desejos pessoais de Stryker de tê-lo feito inteiro de adamantium (na forte cena na qual Logan entra no laboratório em que foi criado). Para deter o intento do cientista de aniquilar com os mutantes, os seguidores de Xavier devem se aliar aos de sua própria espécie, culminando em excelentes momentos de tensão e atuação – quando vemos todos, alunos de Xavier e Magneto, em uma única nave tendo que se aturar por uma causa maior, é curioso reparar nos diálogos.

“Adoramos o que fez com seu cabelo”, diz o veterano a Vampira, ou quando ele ainda ensina um jovem a não negar sua natureza mutante – tentando angariá-lo para sua própria causa -, Noturno questiona Mística o porquê de ela não usar seus poderes para aparentar humana o tempo todo (uma coisa que ele certamente desejaria poder fazer). A resposta é sensível e inteligente: “Porque não deveríamos ter que fazer isso.”

Intercalando alguns momentos de ação frenética com alívio cômico – principalmente na figura de Wolverine -, é possível observar estes mutantes usando seus incríveis poderes para coisas banais do cotidiano (como gelar uma garrafa de refrigerante instantaneamente ou simplesmente atravessar paredes). Ainda há as explosões apaixonadas entre Logan e Jean – que percebe a estranheza da moça – e a tentativa frustrada de Mística de se fazer passar por ela.

Narrativa inteligente e bem costurada, mas ao mesmo tempo ágil como uma história de heróis deve ser, X-Men 2 lida de maneira clara e delicada com a tristeza da perda, o amor não correspondido, a vingança, a luta por uma causa aparentemente perdida e a expectativa (do público, é claro) de retorno: a premissa para o filme seguinte.

Titulo Original: X2: X-Men United
Direção: Bryan Singer
Gênero: Aventura
Ano de Lançamento (EUA): 2003
Roteiro: Michael Dougherty, Daniel P. Harris e Bryan Singer
Trilha Sonora: John Ottman
Fotografia: Newton Thomas Siegel
Tempo de Duração: 134 minutos
Com: Hugh Jackman (Logan/Wolverine), Patrick Stewart (professor Charles Xavier), Ian McKellen (Erik Lehnsherr/Magneto), Anna Paquin (Marie D’Acanto/Vampira), Famke Janssen (Dra. Jean Grey), Halle Berry (Ororo Munroe/Tempestade), James Marsden (Scott Summers/Ciclope), Alan Cumming (Kurt Wagner/Noturno), Brian Cox (Will Stryker), Bruce Davison (Senador Robert Kelly), Rebecca Romijn-Stamos (Mística), Shawn Ashmore (Bobby Drake/Homem de Gelo), Kelly Hu (Lady Letal), Aaron Stanford (John Allerdyce/Pyro), Katie Stuart (Kitty Pride/Lince Negra), Kea Wong (Jubileu), Daniel Cudmore (Peter Rasputin/Colossus) e Shauna Kain (Theresa Cassidy/Syrin).

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X-Men Estendido

setembro 22, 2010
“A evolução somos nós” 

Primeira adaptação dos quadrinhos para o cinema, X-Men tem versão estendida, com cenas excluídas e inseridas no meio da narrativa

NOTA: 8

Dia desses estive na locadora para alugar um filme que já tinha visto. É, algo que eu já tinha visto, mas queria rever – por isso minha lista não se renova com tanta frequência. Vi lá o DVD de X-Men Estendido, ou seja, com cenas adicionais e deletadas do longa original de Bryan Singer. Aluguei.

Fiquei imaginando se eles fariam como a versão estendida de Donnie Brasco, que inseriu as cenas deletadas com tanta maestria que mal era possível notar a diferença entre um e outro – mas, ao final, ter a nítida sensação de que a história estava mais completa.

Como já conhecia o filme, estava esperando cenas totalmente reveladoras sobre a história ou sobre os personagens – que, para quem não sabe, são muito bem construídos e analisados ao longo da projeção. Para minha surpresa, as cenas excluídas foram encaixadas no meio da narrativa junto com as cenas originais, quebrando totalmente o ritmo – sim, eles repetem a mesma sequência com as duas cenas.

Além de ser uma maneira estranha de lançar uma edição especial estendida, é extremamente incômodo e burro o fato de repetirmos uma mesma sequência com uma ou outra mudança – o filme fica duas vezes mais longo! A maneira, por exemplo, como Marie (a Vampira) conhece Bobby (ou Homem de Gelo) na escola de Xavier é diferente. Apesar de serem divertidas de assistir, não dá para notar muita diferença.

Apesar de não haver nenhuma mudança absurda de roteiro, o filme continua sendo interessante como da primeira vez que o vi. Para quem não conhece, X-Men é a adaptação dos quadrinhos da Marvel, com enfoque em dois personagens “principais” (ou mais populares): Wolverine e Vampira. As duas sequências também seguem a mesma lógica, acompanhando as escolhas e dúvidas de ambos.

A história, situada dentro do contexto marveliano, retrata a batalha entre os mutantes (liderados por Magneto e sua gangue) e os humanos (liderados pelo Senador Robert Kelly). Com um discurso calcado na lógica, o Senador afirma que os mutantes são uma ameaça ao mundo humano e devem ser “contidos”. Magneto, em contrapartida, tenta defender sua própria espécie e é radicalmente contra o segregacionismo – sendo ele próprio vítima do nazismo, mostrado nas tocantes cenas iniciais.

Entre a faca e o fogo estão os mutantes da escola de Charles Xavier, que buscam maneiras diplomáticas de mostrar aos humanos que os mutantes podem (e devem) controlar seus poderes e usá-los para o bem. Synger, contudo, não se baseia no maniqueísmo e explora muito bem o conflito entre os três lados.

O roteiro bem construído explora os personagens mais importantes, como Ciclope, Jean Grey, Tempestade e Mística – em atores muito bem caracterizados, como Hugh Jackman com seu humor cínico e o sempre brilhante Ian McKellen – e seus próprios conflitos internos, enquanto tentam lidar com seus poderes em mutação e evolução constantes.

Assim, quando vemos o relacionamento entre Jean e Scott, ou a amizade e respeito entre Charles e Erik, temos a certeza de que Singer se preocupou com a adaptação que iria transportar para as telas.  O diretor fez questão de mostrar alguns dos poderes mais incríveis destes mutantes – algumas brilhantes mostras são a tempestade de Ororo, a luta contra Mística, o modo como Magneto controla o solo que ele caminha e balas de revólver, a intensidade dos raios de Ciclope, e a força das garras de Wolverine, entre muitos outros exemplos interessantes.

Ainda assim, é inegável que existam muitos pontos falhos – só o fato da Vampira ser retratada como uma menina, e não como uma adulta, já diz tudo. É claro que para quem quiser saber a verdadeira história da Vampira, basta dar um Google.

Neste caso, totalmente fora do contexto dos quadrinhos e inserido no contexto criado pelo diretor, é interessante ver a relação de admiração entre ela e Logan. Quase uma relação de pai e filha – poderia ter sido com a Mística ou com o Magneto? Não faria o menor sentido, e acho que todos concordam. E também não faria sentido inserir Gambit aqui.

X-Men não é o melhor filme do gênero, mas certamente é um belo exemplo de estilo do diretor e o ensaio para os filmes posteriores, que continuariam a saga em uma teia mais complexa e dramática – e muito mais interessante!

Titulo Original: X-Men
Direção: Bryan Singer
Gênero: Ação
Ano de Lançamento (EUA): 2000
Roteiro: David Hayter, Tom DeSanto e Bryan Singer, baseados em histórias de Stan Lee e Jack Kirby
Trilha Sonora: Michael Kamen
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Tempo de Duração: 104 minutos
Com: Hugh Jackman (Logan/Wolverine), Patrick Stewart (professor Charles Xavier), Ian McKellen (Erik Lehnsherr/Magneto), Anna Paquin (Marie D’Acanto/Vampira), Famke Janssen (Dra. Jean Grey), Halle Berry (Ororo Munroe/Tempestade), James Marsden (Scott Summers/Ciclope), Bruce Davison (Senador Robert Kelly), Rebecca Romijn-Stamos (Mística), Ray Park (Toad), Tyler Mane (Dentes-de-Sabre), Shawn Ashmore (Bobby Drake/Homem de Gelo).